Ruben Amorim: «Rafael Leão tem sorte de estar num clube como o Milan»

Ruben Amorim conduz o primeiro treino da pré-temporada do Milan em Milanello
• Foto: AP

Na Austrália, mais concretamente em Perth, Ruben Amorim segue de longe a comoção que hoje se sente em Milão, dia do funeral de Franco Baresi. O treinador já à lenda do clube italiano (que faleceu na semana passada) e, esta terça-feira, falou igualmente do antigo craque.

"Antes de mais, as nossas condolências à família de Baresi, aos seus amigos e a todos os colegas de equipa que teve ao longo da sua carreira. Creio que sou a última pessoa que deveria falar de Baresi, porque estou aqui há dois minutos, mas posso explicar um pouco o sentimento que existe no nosso staff. Primeiro, ninguém chama Baresi de Baresi: ele é o Franco, e isso significa alguma coisa... Quando se fala dele, as pessoas do clube ficam com lágrimas nos olhos. Quando vamos jantar, o Michele, o nosso chef, continua a mostrar-me fotografias dele com o senhor Baresi, a contar-me muitas histórias. Falei com muitas pessoas sobre o Franco e ninguém fala das Ligas dos Campeões ou dos campeonatos que ele ganhou. Todos dizem uma coisa: 'Quando descemos à Serie B, não nos abandonou". E isso é especial. Agora que já não está connosco, ensina-nos que os sucessos são uma coisa muito bonita, mas que são importantes para o nosso ego. O fundamental, no final, é o caráter e quem se é, não o que se conquistou. O Franco era tudo pela equipa. Tudo pela equipa. É este o seu legado. Não sei o que acontecerá no futuro em termos de resultados. Não posso controlar nem prometer nada. Mas uma coisa posso prometer: a equipa é a coisa mais importante do nosso clube e vamos levar por diante o legado do Franco. A equipa, até ao meu último dia aqui, será a coisa mais importante do nosso clube", começou por afirmar na conferência de imprensa desta manhã, de antevisão ao jogo de preparação com o Inter (amanhã, às 12H).

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 "Queremos vencer o Inter, mas também queremos preparar-nos para o jogo contra o Torino [partida da 1.ª jornada da Serie A agendada para dia 23]. A nossa preparação é fundamental porque nos ajuda a jogar de determinada maneira: queremos vencer, mas fazê-lo a jogar muito mal não transmite confiança. O meu objetivo é colocar estes rapazes nas melhores condições para mostrarem o seu talento. Há muitos treinadores bons e sou um admirador de todos eles, em particular de Gasperini, que vencia sempre contra o meu Sporting... A Serie A não é só catenaccio. É preciso estar muito enganado para pensar que os treinadores do nosso campeonato fazem apenas catenaccio", prosseguiu.

Ora, numa altura em que o mercado de transferências está a todo o gás, Amorim não evitou o tema, claro está. "Estou muito satisfeito com a equipa que tenho. Estamos a construir a nossa ideia de jogo. Se tivermos de começar a época com esta equipa, creio que seremos competitivos em todos os jogos e que podemos vencer todos os jogos", atirou, prosseguindo a avaliação... com casos específicos. "Tenho a sensação de que todos os jogadores estão a trabalhar muito bem. O Rafael [Leão] tem sorte de estar num clube como o Milan e por isso deve estar feliz. Sinto que está feliz e motivado. O Luka [Modric] é muito humilde e não gosta muito de toda a atenção que recebe. Tem uma experiência enorme e vou tratá-lo como um jogador normal. Terá de lutar pelo seu lugar, mas é claro que é um jogador especial."

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Por Record
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