Silvio Berlusconi adquiriu o Milan a 20 de fevereiro de 1986 com o propósito de liderar um dos maiores clubes do Mundo. Se nos primeiros tempos os rossoneri permaneceram na linha da frente do futebol italiano (e também europeu), na última década tem-se assistido a uma queda constrangedora do gigante milanês – só foi campeão uma vez (2010/11, com Allegri) – e caminha a passos largos para mais um registo negro esta temporada. O conjunto orientado pelo contestado Pippo Inzaghi encontra-se na modesta 11.ª posição e tem duas jornadas – em casa frente ao Torino e no terreno da Atalanta – para evitar a pior classificação da era Berlusconi, que data de 1996/97.
Com mais problemas do que soluções, este Milan está longe de agradar aos adeptos, que reclamam o regresso da exigência que conduziu o histórico emblema à conquista de 18 campeonatos e sete Ligas dos Campeões, entre outros feitos. Num clube que tarda em acertar o passo – vai ficar pelo segundo ano consecutivo fora das competições europeias –, os recentes conflitos políticos em torno da direção têm desviado o foco. Recorde-se queBarbara Berlusconi chegou a ameaçar demitir Adriano Galliani, vice-presidente e responsável pela gestão desportiva, que tem ficado aquém do esperado, com demasiadas contratações falhadas.
Incerteza
A mais recente indefinição reside no destino do Milan. Com 78 anos, Berlusconi pondera vender o clube. Implacável nos negócios, Berlusconi tem dificultado ao máximo as negociações com os investidores chineses e, recentemente, com o empresário tailandês Bee Taechaubol. Um Milan à deriva, portanto.
Aposta em antigas glórias é para esquecer
Nos últimos anos, Berlusconi tem apostado em contratar antigas referências para banco do Milan, com resultados desastrosos. Apesar de serem figuras respeitadas por toda a comunidade rossonera, a limitada experiência tem contribuído para o insucesso. Pippo Inzaghi chegou ao banco da equipa principal esta temporada, depois de apenas ter orientado os juniores do emblema milanês. Oantecessor, Clarence Seedorf, foi igualmente uma escolha de risco:sem experiência como treinador, o antigo jogador chegou em janeiro de 2014 e durou quatro meses. Antes, também Leonardo foi lançado às feras, mas a herança de Ancelotti pesou.
Carlo Ancelotti é desejo antigo mas complicado
Se há treinador que gera consenso no mundo do Milan é Carlo Ancelotti, que conduziu os rossoneri à conquista de duas Ligas dos Campeões, entre outros seis troféus. Apesar de ter mais um ano de contrato, o italiano tem a situação indefinida no Real Madrid, apesar de os principais jogadores merengues pedirem a Florentino Pérez a sua continuidade. Contudo, nunca na história do Real Madrid um treinador transitou para a temporada seguinte sem ter conquistado a Liga, a Taça ou a Liga dos Campeões:José Mourinho foi o último a sofrer esta "tradição". E em Madrid já se fala num acordo entre Florentino e o espanhol Rafa Benítez, de saída do Nápoles.
Alternativas
Com a continuidade de Inzaghi praticamente descartada, a imprensa transalpina avança com um grupo restrito de possíveis sucessores, para além de Ancelotti:Emery (Sevilha), Conte (selecionador de Itália)e ainda Vincenzo Montella (Fiorentina).
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