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Eram 8h40 quando Balotelli se apresentou no centro de treinos do Brescia para integrar a preparação da equipa mas o avançado acabou por não o fazer. Um funcionário impediu a sua entrada. "Agora digam que não quero treinar", atirou o jogador para os jornalistas ao deixar o local.
Balotelli está no centro do furacão em Itália, devendo ser alvo de despedimento por parte do Brescia. O avançado italiano falhou treinos desde o regresso ao trabalho em conjunto, no passado dia 26, e a direção enviou-lhe um email a informar que prescindia dos seus serviços, avançando para uma rescisão por justa causa. Balotelli solicitou a reintegração no plantel ou uma indemnização de 400 mil euros, mas o presidente do Brescia tem-se mostrado irredutível e prepara já a rescisão.
"O que conta são os factos, não as palavras. Ele poderia ter dado muito, mas tinha de fazer mais, muito mais. Ele treinava sozinho, porque os seus companheiros escolheram seguir outro caminho. Ele nem aparecia no Zoom durante a quarentena. Mesmo que diga que está apto, ele não está no mesmo nível dos seus companheiros", explicou há dias Diego López, técnico do Brescia, aos jornais italianos.
O afastamento de Balotelli, que pode estar a caminho da MLS, para os LA Galaxy, acaba por ser o desfecho mais do que esperado, segundo Massimo Cellino no passado dia 28. "É um rapaz com particularidades e também é óbvio que a cabeça dele não está mais connosco", revelou o presidente do Brescia.