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Histórico Parma a um passo do abismo

Queda do Parma confirma decadência do futebol transalpino?
• Foto: Getty Images Sport

No arranque do milénio, quando o futebol italiano vivia os seus anos dourados, com transferências internas de valores elevados, o Parma era visto como um dos clubes de referência. As vendas de Hernán Crespo e Gianluigi Buffon, em 2000 e 2001, deixaram 100 milhões de euros nos cofres do clube há uma década e meia, aos quais se juntaram ainda os 35 milhões que a Juventus deixou para levar Lilian Thuram, em 2001.

Agora, 15 anos depois, o clube do Ennio Tardini, vicecampeão em 1996/97 e vencedor da Taça italiana em três ocasiões (91/92, 98/99 e 2001/02), troféus aos quais se juntam as conquistas da Taça UEFA (94/95 e 98/99) e da Supertaça Europeia em 1993), corre o sério risco de fechar portas. Sem dinheiro para salários, ou sequer para os seguranças, os gialloblù confirmam uma tendência recente de queda do futebol transalpino, que apenas tem sido "disfarçada" pela Juventus. De resto, históricos como Inter Milão ou Milan já vivem períodos complicados, dentro ou fora do campo, sendo até forçados a prescindir de algumas mordomias. O Milan, por exemplo, recentemente decidiu ceder o seu luxuoso autocarro a uma empresa privada, para cortar despesas.

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Parmalat no sonho e no pesadelo

Fundada em 1961 na cidade de Collecchio, próxima de Parma, a Parmalat tornou-se a grande referência daquela cidade do norte de Itália, chegando mesmo a deter o próprio clube, a partir de 1991. Seria o início da era dourada e também parte da queda de um clube que tanto prometeu até aos primeiros anos do novo milénio.

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Em parceria com a Parmalat, a equipa do Ennio Tardini viveu os seus melhores tempos, conquistando troféus e batendo-se de igual para igual com os maiores do futebol transalpino. Tudo estava bem, com os cofres rechados de dinheiro com as vendas acima faladas, até que, em 2004 rebentou a bomba, com o escândalo de corrupção na Parmalat. A famosa empresa, que chegou a estar ligada ao Benfica, entrou em falência, com dívidas a ascender aos 14 mil milhões de euros, levando atrás o Parma ou o Palmeiras, clubes que foram declarados insolventes. Em janeiro, o governo italiano, pela mão de Enrico Bondi, colocou o clube à venda, negócio que avançaria pouco depois, ficando o emblema nas mãos de Tommaso Ghirardi.

A instabilidade financeira acabaria por afetar o desempenho desportivo da equipa, que acabaria mesmo por cair à Série B em 2007/08. Voltaria ao topo do futebol italiano pouco depois, mas já muito longe do que fora anos antes.

Dedução de pontos e venda por... um euro

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Em 2013/14, o Parma ficou muito perto do regresso à Europa, mas um atraso no pagamento de impostos ditou a dedução de 1 ponto na classificação final. Sem ver o seu investimento ter retorno, Tommaso Ghirardi decidiu vender o clube, passando-o para o albanês Rezart Taçi em dezembro de 2014. Um mês depois, Taçi ter-se-á assustado com o estado das finanças do clube e decidiu vender o clube... por 1 euro. Comprou-o Giampietro Manenti, que agora tem uma "bomba" em mãos.

Treinadores ilustres

Héctor Cúper (2008)
Claudio Ranieri (2007)
Stefano Pioli (2006/07)
Cesare Prandelli (2002/03 a 03/04)
Daniel Passarella (2001)
Arrigo Sacchi (1985/86 e 86/87 e 2001)
Carlo Ancelotti (1996/97 e 97/98)
Zdenek Zeman (1987)

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Jogadores ilustres

Hernán Crespo (1996 a 2000; 2010 a 2012)
Gianfranco Zola (1993 a 1996)
Faustino Asprilla (1992 a 1996 e 1998 a 1999)
Dino Baggio (1994 a 2000)
Cristian Zaccardo (2009 a 2013)
Fernando Couto (1994 e 1996 e 2005 a 2008)
Fabio Cannavaro (1995 a 2002)
Lilian Thuram (1996 a 2001)
Adrian Mutu (2002/03)
Marco Di Vaio (1999 a 2002)
Adriano (2002/03 a 03/04)
Juan Sebastián Verón (1998/99)
Gianluigi Buffon (1995 a 2001)

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