Depois do concerto ‘brilhante’ na Figueira da Foz e de repetir a experiência em Setúbal, a banda de Almada sobe este sábado ao palco do Campo Pequeno, em Lisboa, para nos mostrar ‘UHF Sinfónico’, um concerto que ‘viaja’ depois para o Multiusos de Guimarães, a 1 de abril. "Um grupo de rock envolvido por 140 músicos é fantástico", destaca a Record António Manuel Ribeiro, desafiado para este projeto pelo maestro Cristiano Silva.
"Não tinha sequer no meu pensamento", confidencia o vocalista da banda, conhecido adepto benfiquista, que em palco vai estar rodeado pela Orquestra Nacional de Jovens. São 39 anos de UHF, 15 álbuns de estúdio, revisitados neste espetáculo, onde não faltam os clássicos. Na escolha dos temas, Cristiano Silva teve uma palavra importante a dizer. "Nós temos uma segunda versão de ‘Cavalos de Corrida’, com voz e piano, mais calma, que enviei ao maestro. Mas ele disse que também queria a outra versão. Ou seja, não íamos transformar o som dos UHF, mas sim envolvê-lo numa orquestra. É enriquecer o som da banda", realça o músico.
"Com este desafio nós crescemos, vamos para outros campos... e isso, ao fim destes anos todos, é muito bom", considera a voz dos UHF, banda que promete continuar com novos projetos e abraçar mais desafios. Um deles vai ver a luz do dia no final do ano e é feito à semelhança dos concertos ‘Noites à flor da pele’, em que tocaram na íntegra os lados A e B de ‘Flor da pele’ e ‘Noites Negras de Azul’. "Agora já temos outro projeto para novembro com outros dois discos. Isto é um renovar constante. A carreira é longa, são muitas canções e temos capacidade de fazer coisas novas", assinala António Manuel Ribeiro, de olho no novo álbum de originais da banda. "No próximo ano são 40 anos de UHF e isso está a ser escrito há muito tempo..."