Vasco Gonçalves é um leitor assíduo de Record. Mas não só lê o jornal, também o guarda. É no sótão de casa, no Fundão, que a coleção vai crescendo desde 17 de maio de 1992 . Ontem atingiu os 10 mil exemplares. "Comecei a comprar o jornal, gostei da forma como escreviam e como era feito e tem sido até agora", contou-nos o Vasquinho, como é conhecido naquela cidade da Beira Baixa, que não tenciona ficar por aqui. "Ainda não sei se o objetivo é chegar aos 15 mil mas gostava de continuar até morrer", realça, entre risos.
Em 2014, aquando do 65.º aniversário do nosso diário, o ferrenho leitor, de 47 anos, foi presenteado com uma visita à sede do Record e claro com a edição daquele dia. Na altura, tinha acabado de chegar às 7.745. Já são tantas que até os amigos se renderam. "Quando faço anos, os meus amigos vêm jantar a minha casa e vamos lá ao sótão ler os jornais e tirar fotos", revelou. No entanto, essa é das poucas ocasiões em que volta a consultar os antigos exemplares. " Só volto a pegar nos jornais anteriores quando tenho uma dúvida com os meus amigos e vou lá esclarecer," afirmou.
São quase 30 anos de memórias relacionados com o mundo do desporto, que marcaram Vasco Gonçalves de formas diferentes. Se as mortes de Ayrton Senna, Miklos Fehér e Eusébio foram destacadas pela negativa, os campeonatos ganhos pelo ‘seu’ Benfica e a vitória da Seleção Nacional no Euro’2016 deram-lhe motivos para sorrir.
Por Record