_
Madjer é um treinador de bancada meticuloso. A escolha do onze para a Liga Record obrigou a um profundo estudo da lista de jogadores e a limitação do orçamento – 40 milhões de euros para um plantel de 23 jogadores – condicionou uma aposta maior nos craques dos três grandes. Mesmo assim, o campeão do Mundo de futebol de praia não fugiu ao apelo do coração e teve sempre mais olho para os jogadores do seu clube (Sporting) do que para os rivais. "Este campeonato está muito equilibrado. O Benfica é sempre o Benfica; o FC Porto vai apostar tudo, pois leva dois anos sem ganhar; e o Sporting vai andar na luta pelo título", refere.
A escolha começou por Rui Patrício (o mais caro do plantel - 7 milhões) para a baliza, seguiu para a defesa cuja primeira opção foi o central Paulo Oliveira ("o patrão do sector"), saltou para o meio-campo onde João Mário está de pedra e cal ("é o jogador-chave no Sporting e este vai ser o ano dele") e acabou no ataque com Slimani a ponta-de-lança ("ainda por cima já renovou até 2020"). Definida a espinha dorsal da equipa, Madjer passou às ramificações e mais uma vez preferiu os leões: João Pereira e Jefferson no sector recuado, Carlos Mané no ataque. Como os gastos iam largos, virou-se para valores emergentes do Benfica. "Acho que o Luisão não vai jogar tanto esta época e ainda por cima custa 4 milhões, por isso vou escolher o Lisandro (1 milhão)", afirma, promovendo para o miolo Pizzi e Rafa, "dois jogadores que acredito que vão fazer uma boa temporada".
O nacionalista Salvador Agra acaba por ser uma espécie de jóquer nesta equipa, mas Madjer precaveu-se e para o banco tratou logo de recrutar o portista Varela (2 milhões) "um valor seguro neste FC Porto".