De la Hoya atrás do brilho perdido

ATÉ há dois anos atrás, o pugilista norte-americano Oscar de La Hoya era um mito mediático, que aliava a glória (e riqueza) no desporto ao estatuto de modelo de (bom) comportamento para a juventude dos "states" em geral e hispânica em particular, com o "bónus" de se dedicar ao apoio de múltiplas causas beneméritas.

Daí para cá o brilho do "Menino de Ouro" empalideceu um pouco, apesar das vitórias obtidas em Las Vegas sobre o mexicano Julio Cesar Chavez, de 37 anos (por "KO" técnico, em Setembro de 1998, e o ganês Ike Quartey, de 30 (aos pontos, em Fevereiro de 1999), para a defesa do título WBC de meios-médios. Na noite de sábado, frente a um osso bem mais duro (e jovem), o ambicioso "Sugar" Shane Mosley, De La Hoya joga, mais que a vitória, o regresso à primeira linha da grandeza.

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O primeiro momento da curva descendente do "Golden Boy" veio em Setembro, com a perda da invencibilidade. O combate mais aguardado dos últimos anos (pesados à parte) opôs os campeões mundiais invictos De La Hoya (WBC) e Felix Trinidad, de Porto Rico (IBF), com vantagem para o porto-riquenho, que venceu aos pontos, beneficiando de alguma condescendência do "Golden Boy" nos três últimos assaltos. Depois, em termos de imagem, uma nova acusação de violação (após ter negado, em 1996, a agressão sexual a uma jovem de 15 anos, num hotel do México), La Hoya viu de novo o nome nas páginas "erradas" dos jornais: o delito teria ocorrido em Dezembro numa festa numa mansão do luxuoso bairro de Bel Air, em Los Angeles, propriedade do pugilista, que teria violado uma das convidadas, a qual fora depois, alegadamente, assistida num hospital. O advogado de Oscar de La Hoya falou de calúnias por vingança, a que as figuras públicas estão sujeitas.

Seja como for, culpado ou inocente, combate da noite de sábado, no Staples Center, adquire para de La Hoya, aos 27 anos, um cariz especial.

Depois de Trinidad, só enfrentou os desconhecidos compatriotas Derrell Coley e Oba Carr, que derrotou, ambos, por "KO" técnico.

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Mas agora chegou a vez do ex-campeão mundial de ligeiros (IBF) "Sugar" Shane Mosley, que tem mais um ano mas muito menos nome no galarim, está disposto a dar tudo por tudo para atingir o estrelato. Por sua vez, De La Hoya não joga pelo "jackpot", mas, sim, por um melhor lugar na galeria de honra do boxe. E, quando se já ganhou tudo como ele, a memória vale ouro.

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