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Ex-recordista da meia maratona banido sete anos por falhar controlo antidoping

• Foto: DR

O queniano Kibiwott Kandie, ex-recordista mundial da meia maratona, foi banido por sete anos pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) após admitir duas violações das regras antidoping, anunciou hoje a entidade.

O queniano de 30 anos, suspenso da competição desde março de 2025, foi considerado culpado pela AIU por se recusar em submeter-se à recolha de amostras, e pela adulteração do processo de controlo de dopagem.

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Kandie enfrentava uma suspensão máxima de oito anos - quatro anos por violar as regras antidoping e outros quatro anos por adulteração - mas recebeu uma redução de um ano por admitir e aceitar a sanção antecipadamente.

O tricampeão da meia maratona de Valência, em 2020, 2022 e 2023, estabeleceu o então recorde mundial de 57:32 minutos em 2020. E mantém-se como o terceiro corredor mais rápido de sempre na meia maratona, apenas atrás de Jacob Kiplimo e Yomif Kejelcha.

Além disso, é responsável por duas das seis melhores marcas de sempre na meia maratona.

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Numa demonstração da capacidade de investigação da AIU, as explicações iniciais de Kandie para a sua recusa em fornecer uma amostra foram expostas como falsas depois de o organismo ter realizado uma análise forense do seu telefone e registos financeiros, além de se coordenar com as autoridades quenianas para confirmar que os documentos apresentados pelo atleta do Quénia eram falsos.

Após ter sido suspenso provisoriamente em 14 de março de 2025 por se ter recusado a submeter a um teste antidoping, Kandie foi novamente acusado pela AIU de adulteração em 06 de maio de 2026.

Kandie admitiu ambas as violações e aceitou o período de inelegibilidade estipulado.

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"Este caso serve como um lembrete de que nenhum atleta está acima das regras no desporto do atletismo. A AIU conduz um sofisticado programa antidoping que testa rigorosamente os melhores atletas do mundo e, se um atleta se recusar a fazer um teste, coloca a integridade do desporto em risco. A AIU tem uma forte capacidade forense e investigará minuciosamente estes casos para garantir que a verdade venha ao de cima no final", destacou em comunicado o australiano Brett Clothier, que lidera a entidade.

Por Lusa
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