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Laurel Hubbard fez história no fim de semana ao oferecer a primeira medalha da história à Nova Zelândia em Campeonatos do Mundo de halterofilismo, arrecadando a prata na categoria máxima de peso feminina, +90kg. O feito de Hubbard é inédito não só para a modalidade no país, mas também é marcante pelo facto de esta se tornar na primeira atleta transexual a subir ao pódio numa grande competição de halterofilismo. Depois de competir duas décadas como homem (chamava-se Gavin) e de bater muitos recordes nacionais de todas as categorias de peso mais altas, Hubbard fez a transição de género nos últimos anos e os Mundiais de Anaheim, nos Estados Unidos, foram a sua primeira prova internacional entre as senhoras. A atleta está entretanto qualificada para os Jogos da Commonwealth, em 2018. Ao longo dos últimos anos, a atleta, de 39 anos, submeteu-se a uma série de rigorosos testes hormonais e foi autorizada a competir, ainda que tenha sido fortemente criticada por adversárias, que consideram a situação... injusta. Entre os críticos esteve o treinador Mohamed Hosnytaha, que orienta a egípcia Shaimaa Khalaf, 3ª classificada do Mundial. "Não estamos de acordo que alguém que tenha competido enquanto homem durante tanto tempo vá agora participar em provas femininas. São pessoas com hormonas e sentimentos totalmente diferentes", disparou.
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