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”Uma situação catastrófica”. Foi assim que o presidente da Federação Académica do Porto (FAP), Hugo Neto, definiu o estado actual das instalações desportivas do Centro Universitário do Porto (CDUP).
Um campo de futebol relvado em muito mau estado, um pavilhão com piso danificado, balneários sem condições, uma piscina suja e uma pista de atletismo – uma das duas pistas de ”tartan” existentes no distrito do Porto – a precisar de urgente renovação.
Uma lista de equipamentos que merece da parte da FAP uma nota claramente negativa e inapropriada para uma população de estudantes universitários do Porto avaliada em cerca de trinta mil indivíduos.
O presidente da FAP não poupou críticas à Reitoria da Universidade do Porto, mas revelou alguma compreensão pelos condicionantes financeiros daquele organismo, fazendo mesmo comparações com Lisboa.
”A Secretaria de Desporto de Lisboa tem um orçamento anual de oito mil contos, enquanto a Reitoria do Porto tem apenas oitocentos contos”, ironizou Hugo Neto, que deixou um repto: ”A FAP lança o desafio a todos os intervenientes neste processo e aos responsáveis do Ensino Superior para um debate sobre esta questão e para que se promova uma uniformização dos critérios de financiamento.”
O presidente da FAP foi mesmo mais longe e propôs a construção de novas estruturas, um fim para o qual a própria FAP avançaria, reunindo o apoio de várias instituições que financiassem esses projectos.
CDUP RECONHECE
Luís André Brito, vice-presidente da administração do CDUP, reconheceu a Record o teor das acusações da FAP, mas sublinhou que estão, desde há algum tempo, a envidar esforços para solucionar o problema: ”Contactámos o então titular da pasta do Desporto, Fernando Gomes, e o IND. Paralelamente, a Reitoria está a tentar obter um financiamento do PRODEP para renovar instalações ou proceder à construção de novas infra-estruturas, como por exemplo um pavilhão de apoio ao novo pólo da Asperela”.