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UMA autêntica vitória de ”David contra Golias”. O romeno Liviu Nisipeanu, de negras, cometeu a proeza de eliminar o ”xadrezista-espectáculo”, o espanhol Alexei Shirov, na segunda partida da ronda cinco dos quartos-de-final do Mundial de Las Vegas.
O ”romantismo” do segundo jogador mais cotado da competição acabou por se revelar fatal, num jogo que aconselhava alguma prudência.
Shirov, fiel aos seus princípios, tomou, desde cedo, a iniciativa atacante contra a Defesa Caro-can do adversário e, após sacrificar um peão e o roque, transformou a partida numa autêntica batalha ”telúrica”, de desfecho indefinido.
Contudo, a nova ”estrela” internacional, defendeu-se muito bem, simplificou a partida e aproveitou os erros de ”nuestro hermano” nos apuros de tempo, ganhando uma qualidade (torre por cavalo) para concluir um final fácil – um triunfo consistente, que ”castiga” duramente a estratégia baseada na criatividade e arte combinatória.
Depois do empate na primeira mão, o romeno, de 23 anos, apurou-se, por 1,5-0,5, para as meias-finais do Mundial, indo, agora, defrontar o russo Alexander Khalifman, vencedor do ”match” (1,5-0,5) ante a húngara Judit Polgar, após anular a segunda partida.
Nos dois restantes tabuleiros ficou tudo adiado para o ”tie-break” das semi-rápidas – que decorreu durante a madrugada (hora de Lisboa) –, já que o número um da prova, o russo Vladimir Kramnik, ”selou” o segundo empate frente ao britânico Michael Adams, e o checo Serguei Movsesian seguiu-lhe as ”pisadas”, igualando contra o arménio Vladimir Akopian.
NISIPEANU MILIONÁRIO
O saldo positivo de Nisipeanu em Las Vegas, com 7,5 pontos ganhos e 1,5 perdidos, já o tornou milionário, pois o único xadrezista em competição abaixo dos 2600 pontos ”rating” já arrecadou, pelo menos, 20 mil contos em prémios.
O romeno nunca teve oportunidade de brilhar em torneios de primeiro plano, mas as suas qualidades são incontestáveis, nomeadamente na preparação teórica de aberturas, já que recorre a uma base de dados com um milhão e meio de partidas classificadas.
Nisipeanu começou a jogar aos seis anos e atingiu a primeira categoria aos nove. Aos 12 anos já somava 2200 pontos de ”ranking”, conquistando o título de mestre internacional aos 14, demonstrando uma grande ambição em evoluir, já que gastava cerca de três horas diárias no estudo do xadrez, apesar da sua tenra idade.
Treinado pelo mestre internacional, Corvin Radovici e por Florin Gheorghiu (grande mestre), o romeno sagrou-se campeão do seu país aos 17 anos, recebendo três anos mais tarde (1996) o título de grande mestre, após sagrar-se vice-campeão Europeu de sub-20.
KASPAROV "SUPERSTAR"
O número um mundial, o russo Garry Kasparov, tem-se revelado um autêntico fenómeno de popularidade e de audiências, já que a partida que mantém com o Mundo, via Internet, recebeu a visita recorde de cerca de três milhões de aficionados.
”A partida está a revelar-se muito interessante para a teoria das aberturas, já que o Mundo descobriu uma inovação importante da Defesa Siciliana”, considerou Kasparov.
OPEN DE FARO
O português Sérgio Rocha, mestre internacional, assumiu, com 5 pontos em outras tantas sessões, o comando do Open de Faro. O grande mestre russo Solozhenkin, os búlgaros Ge- orgiev e Ivanov e os portugueses, Galego e Dâmaso – todos mestres internacionais –, seguem no segundo posto, com 4,5.
ALEXANDRE REIS
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