Magnus Andersson e a receita para a vitória sobre o Benfica: «Os jogadores estavam muito desapontados ao intervalo...»

Magnus Andersson comenta o desapontamento dos jogadores do FC Porto no jogo com o Benfica
• Foto: José Gageiro/Movephoto

O treinador do FC Porto explicou que a sua equipa foi para o intervalo desgostosa com o que se estav a passar no Clássico com o Benfica e na segunda parte tudo mudou, rumo a a uma vitória por 10 golos de diferença.

PUB

“Estávamos muito desapontados ao intervalo. Não pela forma como jogámos, penso que no ataque não estivemos mal, encontrámos boas soluções, embora tenhamos falhado algumas boas oportunidades, mas fiquei com a sensação de que fomos muito passivos a defender.  Mudámos um pouco para ser mais agressivos, tentando forçar faltas em certas situações e controlar melhor o pivô. No início, a nossa defesa foi, por vezes uma confusão e eles faziam o que queriam. Têm tantos bons jogadores que, se fores passivo e estiveres um passo atrás, eles tomam sempre a decisão certa”, começou por explicar  Magnus Andersson. 

“Mudámos isso ao intervalo. Também senti alguma frustração com as exclusões de dois minutos, jogámos quase quatro minutos seguidos em inferioridade numérica, falhámos algumas bolas e isso deu energia ao Benfica. Na 2.ª parte, a nossa defesa foi boa, o que também é fácil de dizer quando se tem um guarda-redes a fazer tantas defesas. No ataque, encontrámos soluções excelentes. Muitos jogadores foram fantásticos, como o Vasco Sousa e o João Gomes, que cometeu alguns erros, mas é muito forte no um contra um. Estou satisfeito com o resultado. Não com a 1.ª parte, mas lidamos com seres humanos e os jogadores estavam muito desapontados ao intervalo, acabando por fazer um bom trabalho.” 

PUB

Transportar essa frustração para a 2.ª parte foi importante? “Sim. Dava para ver o fogo nos olhos deles no balneário. Estavam desapontados porque sentiam que estávamos a atacar bem, mas sabíamos que para ganhar tínhamos de ser muito melhores a defender.” 

Abrahamsson, com 16 defesa, foi o jogador-chave? “Sem dúvida. O andebol é um desporto onde um guarda-redes pode fazer toda a diferença. Hoje, talvez não tenha sido o único fator, porque ganhámos por muitos, mas o guarda-redes é fundamental. Se olharmos para os últimos jogos contra o Benfica, o Capdeville fez imensas defesas de grande nível. Nessas vezes nem jogámos mal, mas é frustrante falhar tantas oportunidades. Penso que o treinador do Benfica diria o mesmo. 

Qual a importância de um resultado destes para a confiança da equipa? “É apenas um jogo, mas ao fim de tantos anos aqui, percebo que não é apenas um jogo: é um clássico entre rivais, e em nossa casa a expectativa é altíssima. Foi um resultado extremamente importante. Agora temos duas semanas para trabalhar sem jogos. Desde agosto até há pouco tempo, jogávamos quase duas vezes por semana. Agora teremos duas semanas só de treino. Estamos no final da época e ainda estamos um pouco desanimados com o resultado contra o Sporting, por isso isto serve para mudar o foco: treinar no duro, mas também descontrair um pouco. Eles não são máquinas, são humanos. Alguns internacionais jogam quase sem parar há um ano e meio. Todos fomos um pouco abaixo depois do jogo com o Sporting, por isso estou muito feliz com esta reviravolta e com a vitória na 2.ª parte."

PUB

Ainda acredita no título? “Vai ser difícil. Não pensamos muito nisso agora porque perdemos contra o Sporting. Não quero especular muito. O meu trabalho é manter os jogadores focados. Temos 14 dias pela frente, depois o Águas Santas e o Melsungen. Temos de limpar a cabeça, tentar ganhar todos os jogos e ver o que acontece, focando-nos também na Liga Europeia. Honestamente, após o jogo com o Sporting em casa, fiquei com a sensação de ‘m..., perdemos o campeonato’.” 

Satisfação com os reforços: “Estou muito feliz com eles. O Gilberto Duarte estava exausto no final. Deu-nos muita energia. Ele é uma lenda do clube, é um profissional incrível e ajuda-nos muito com a sua leitura de jogo. Não estava na melhor forma quando chegou, mas vai melhorar. O Ante Grbavac é um guarda-redes fantástico e uma pessoa que todos respeitam. O meu problema agora é ter muitos jogadores disponíveis nos treinos. Tenho de dar as oportunidades e o respeito que todos merecem, mas isto é desporto e num clube desta dimensão é assim. O Miguel Oliveira também está a voltar passo a passo, e estamos muito contentes por ele; já jogou na equipa B e agora treina a tempo inteiro na equipa A. A minha dificuldade em cada jogo é ter de dizer a três ou quatro jogadores: ‘Desculpem, hoje não jogam’.” 

1
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Andebol Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB