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Grande figura do primeiro dia de Mundiais de atletismo, não pela sua performance desportiva mas sim pelo seu incrível gesto de fair play, o guineense Braima Dabó assumiu ter ficado satisfeito por ter conseguido ajudar Johnathan Busby, de Aruba, algo que passou a ser o seu principal objetivo assim que percebeu que não poderia melhorar o seu recorde pessoal.
"O meu maior objetivo foi representar bem o meu país e estou feliz por ter conseguido ajudar o outro corredor. Quando vi que não estava a correr da forma correta, estava em dificuldades, percebi que não iria terminar. Sabia que não iria bater o meu recorde pessoal, por isso apontei para apenas acabar a prova. Os meus pensamentos nessa altura passaram por ajudá-lo a acabar. Foi esse o objetivo da corrida", explicou à Reuters o atleta do Maia Atlético Clube.
Questionado sobre aquilo que Busby lhe disse em jeito de agradecimento, Dabó admite que pouco foi dito e explica porquê. "Agradeceu-me, mas estava em sofrimento. Mal conseguia falar. Ainda assim, não falamos a mesma língua, por isso a nossa conversa não iria ser lá muito prolongada", disse.
A finalizar, quando questionado sobre o seu novo estatuto de figura do primeiro dia de Mundiais, o atleta guineense assume que nada mudou. "Continuo a ser o mesmo de sempre. Estou orgulhoso de representar o meu país", concluiu.