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Cátia Azevedo e a saída do Sporting após ser mãe: «Nunca foi só um corte de salário. Foi falta de respeito»

Cátia Azevedo
• Foto: FPA/Luís Barreto

Cátia Azevedo , mas agora também fez uma publicação no Facebook, na qual reforçou a desilusão em relação aos leões. A atleta olímpica, que esteve 18 anos ligada ao emblema verde e branco, tinha voltado aos treinos a pensar nos Jogos Olímpicos'2028, mas recebeu uma proposta para renovar apenas por um ano, algo que a revoltou.

"A derrota nunca foi o meu fim. A vitória também não. Da minha carreira guardo honra e orgulho em tudo o que dei ao atletismo nacional, em especial aos 400 metros. Nas reuniões que tive essa honra foi diminuída, descartada e desvalorizada. Senti que ser mãe era tratado como um peso, e que me faziam quase um favor por me manterem. Nunca foi só um contrato. Nunca foi só um corte de salário. Foi falta de respeito", pode ler-se.

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Cátia Azevedo acrescenta que a questão nunca esteve relacionada com o lado financeiro. "Vivemos tempos descartáveis, sem diálogo e sem espaço para ouvir o outro. O problema nunca foi o dinheiro. São os valores humanos. Saí ferida, mas saí mais forte. Conheço os meus limites e digo 'basta' a cada desrespeito. Na minha opinião, o rumo que este clube dá ao atletismo é um erro, e o silêncio da instituição não o corrige. Eu sigo sem clube, mas de cabeça erguida e com a dignidade intacta. E a quem acha normal tudo o que uma mulher (mãe, futura mãe ou não) tem de enfrentar para chegar ao mesmo patamar que os homens: um dia, alguém que amam pode precisar dessa compreensão. E pode não a encontrar. Continuo a correr. Continuo a sonhar. Porque é realmente aquilo que controlo!", remata.

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Por Pedro Gonçalo Pinto
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