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Num dia em que Arialis Gandulla conseguiu a medalha de bronze nos 100 metros, o dia português no atletismo nos Jogos do Mediterrâneo teve três atletas logo às portas do pódio.
Uma delas foi Patrícia Silva, a medalhada de bronze dos 1.500 metros dos Europeus de Birmingham, que em Taranto se desafiou nos 5.000m e quase com o mesmo desfecho - e bem perto do recorde pessoal (fez 15.23,87 minutos e tem 15.22.48).
"[Foi] a terceira prova de 5.000 da minha vida. Acho que só posso estar feliz. Estou a competir com atletas que são muito boas nesta distância, treinam todos os dias para esta distância, inclusive está aqui uma medalhista europeia. Eu também fui medalhista europeia, não nesta distância, acho que isso se notou um bocadinho", concedeu.
Medalhada de bronze nos 1.500 metros nos Europeus de Birmingham, a atleta portuguesa ficou atrás da marroquina Fatima Birdaha, campeã com um novo recorde pessoal de 15.07,40 minutos, da italiana Micol Majori (15.21,86) e da turca Silan Ayyildiz (15.23,08), respetivamente segunda e terceira. "Eu gosto de me desafiar, e sendo agora final da época, por que não? Se calhar, não foram as condições climatéricas melhores para o fazer, mas estou feliz, acho que não posso estar descontente", salientou.
Mais difícil do que fazer a transição entre Birmingham e a sufocante Taranto foi continuar a competir após o bronze europeu. "Acho que a grande dificuldade foi mais em termos emocionais, porque estamos o ano todo a trabalhar para conseguir uma medalha no Campeonato da Europa, onde está toda a gente, todas as melhores atletas da Europa. E ter conseguido, acho que foi um pico emocional muito grande, e recuperar disso é muito difícil", reconheceu.
Em declarações à agência Lusa, Patrícia Silva confessou sentir, "às vezes", que o seu corpo "ainda não está aqui, e já está a pedir um bocadinho de férias". No entanto, fez questão de marcar presença nos Jogos do Mediterrâneo, porque "representar Portugal é sempre uma honra" e o Comité Olímpico de Portugal "ainda mais", pelo que tentou ajudar o país a trazer "o máximo de representações possível" a Taranto2026.
"Não é todos os anos que temos a oportunidade de o fazer, e irei dar o meu melhor. Esperar que o corpo se sinta um bocadinho melhor do que hoje", disse, referindo-se à final da sua distância preferida, os 1.500 metros.
Leandro Ramos queria uma medalha, mas ficou satisfeito por não sair "com o cotovelo amarrado" da final do lançamento do dardo, na qual defendia o título de campeão conquistado na passada edição dos Jogos do Mediterrâneo.
"Não foi mau de todo, claro que eu queria uma medalha. Ganhei na última edição e queria fazer dobradinha. Não deu, mas saio contente. Pelo menos não saio com o cotovelo amarrado", salientou o lançador olímpico português, em declarações à Lusa.
Campeão mediterrânico em Oran'2022, Leandro Ramos lançou hoje o dardo a 76,38 metros, sendo quarto classificado a 17 centímetros do bronze, conquistado pelo francês Felise Sosaia.
"Não era [o resultado que queria], mas ao mesmo tempo estou contente comigo mesmo. Não fui ao Europeu, por causa de uma lesão grave no cotovelo. Vim com receio para aqui também, não era para ter vindo", admitiu.
O atleta e a equipa médica acharam que a prova de hoje, em que se sagrou campeão o italiano Giovanni Frattini (81,59) e o também transalpino Michele Fina ficou com a prata (77,41), seria um bom teste. "Eles estiveram melhor do que eu, dei o meu máximo, por isso é que estou feliz", concluiu.
Igualmente quarto classificado foi Delvis Santos, nos 100 metros masculinos, vencidos pelo marroquino Yassine Hssine em 10,31 segundos. "A época já vai longa, o nosso objetivo era estar aqui em boa forma", explicou à Lusa depois de correr os 100 metros em 10,45 segundos. O português perdeu o bronze para o esloveno Anej Curin Prapotnik (10,43), com o italiano Eric Marek a ser prata, em 10,41.