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Inicialmente suspenso em fevereiro por 2 anos devido a três falhas no sistema de localização, o espanhol Mo Katir viu a sua punição ser ampliada para quatro, depois de ter sido considerado culpado de 'tampering' (manipulação ou tentativa de manipulação do processo de controlo antidoping).
Essa ação de 'tampering' aconteceu a 28 de fevereiro do ano passado, por altura da primeira falha de localização. Nesse momento, o atleta modificou posteriormente (falsificou, no caso) a data de uma viagem de avião para Portugal, indicando à Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) que tinha viajado para Lisboa num determinado dia, quando na realidade já o tinha feito dois dias antes.
"Katir foi considerado culpado de ter falsificado documentos de viagem (nomeadamente o itenerário de viagem, cartão de embarque e confirmação de reserva) numa tentativa de enganar os investigadores", podia ler-se no comunicado da AIU, que por outro lado viu o Tribunal Disciplinar recusar o pedido de retirada da medalha de prata nos 5.000 metros dos Mundiais do ano passado.
Katir já garantiu que vai recorrer para o TAS, pois considera que a sua intenção de "modificar a data foi para dar informação para clarificar o paradeiro nesse período, não para subvertir nem alterar o procedimento antidoping".
Terceira na Maratona de Lisboa deste ano também suspensa
Além da punição a Katir, a AIU deu ainda a conhecer outras suspensões, nomeadamente aquela que envolve o ucraniano Roman Kokoshko. E também se destaca a da queniana Sheila Chebet, terceira colocada na Maratona de Lisboa deste ano. A atleta africana, que este ano tinha corrido seis maratonas e vencido quatro, acusou positivo a Tramadol.
Por Record