_
EM DOIS domingos sucessivos, primeiro em Berlim, depois em Chicago, duas mulheres – a japonesa Naoko Takahashi, campeã olímpica, e a queniana Catherine Ndereba – baixaram pela primeira vez das 2h 20m e das 2h 19m à maratona, respectivamente. O recorde de Tegla Loroupe (2.20.43 há dois anos, em Berlim) passou à história. Takahashi tirou-lhe 57 segundos, Ndereba subtraiu-lhe mais 59 segundos.
Treze anos havia durado o recorde da norueguesa Ingrid Kristiansen, que em 1985, em Londres, gastara 2.21.06. Em 1998, em Roterdão, Loroupe melhorara 19 segundos. No ano seguinte, progredira mais quatro segundos.
Algo de semelhante se passara no sector masculino. O tempo do etíope Belayneh Dinsamo (2.06.50), obtido em 1988 em Roterdão, vigorou durante dez anos, sendo batido por 45 segundos pelo brasileiro Ronaldo da Costa em Berlim, em 1998. Um ano depois, em Chicago, Khalid Khannouchi baixava o recorde para 2.05.42.
A mais curta diferença
De qualquer forma, o que se verifica é uma gradual aproximação entre os tempos dos homens e das mulheres, ao ponto de os actuais 13m 05s serem a diferença mínima desde sempre verificada. A título de curiosidade, apresentamos um quadro com a evolução do recorde mundial feminino (ou, mais propriamente, das melhores marcas mundiais femininas, visto os recordes não serem ainda homologados) e com as diferenças relativamente aos recordes masculinos da época.
As mulheres apenas foram admitidas nas grandes maratonas na década de setenta e somente em 1982, no Europeu de Atenas (ganho por Rosa Mota), a maratona feminina entrou no programa das grandes competições. Não admira pois que, até então, as diferenças entre os recordes fossem enormes, superiores mesmo a uma hora até 1967. Essa diferença só se tornou inferior a meia hora em 1975 e mesmo a grande atleta que foi Grete Waitz ainda estava, em 1983, a mais de 17 minutos do então recorde masculino de Robert de Castella (2.08.18 contra 2.25.41,3).
A tendência parece ir no sentido de ser encurtada a diferença, até porque é no capítulo da resistência que as capacidades da mulher mais se aproximam das do homem. E estes dois tempos de Takahashi e Ndereba, ambas com 29 anos (a japonesa é apenas dois meses e meio mais velha), parecem estar longe de ser os seus limites. Embora no lado masculino se aguarde com expectativa a estreia de Haile Gebrselassie. As próximas maratonas da Primavera (Londres e Roterdão, a 14 e 21 de Abril de 2002, respectivamente) prometem, com esta estreia e um previsível confronto directo entre Takahashi e Ndereba.
O recordista mundial dos 100 e 200 metros aconselha o jovem prodígio australiano
Iniciativa da Puma deu suporte de elite a grupo de atletas amadores
Maior prova do mundo volta à estrada com perspetivas de recordes
Na prova masculina, Korir pulverizou o recorde do percurso
Situação inusitada acontece já esta sexta-feira com a receção do Den Bosch ao ADO Den Haag, da 2.ª divisão
Homem terá amealhado, ao longo de cinco anos, mais de 14 milhões de euros em receitas
Acompanhe todas as incidências do encontro das meias-finais da Champions 2 da Ásia
A história de amor que está a apaixonar a Argentina. Tudo começou antes de um jogo...
Triunfo tranquilo por 4-0 frente ao Al Wasl de Rui Vitória
Holandeses e italianos ficaram sem representantes nas provas europeias