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Patrícia Silva e Salomé Afonso correram a final dos 1.500 metros da Liga Diamante de Paris, com a primeira a ser 7.ª e a bater o seu recorde pessoal e a segunda a acabar em 16.º e último lugar.
A prova acabou por ser bastante rápida, visto que a vencedora, a britânica Georgia Hunter Bell, realizou o seu melhor tempo da temporada em 3:55.63 minutos, terminando à frente da etíope Freweyni Hailu (3:55.92) e da francesa Agathe Guillemot (3:56.24) que acabou por bater o recorde nacional.
Patrícia Silva, a segunda portuguesa mais rápida na distância, esteve sempre na luta pelos lugares cimeiros, terminando com o recorde pessoal na distância em 3:58,74, mais próxima do máximo nacional de Carla Sacramento, que atingiu a marca em 1998, ao ar livre, com 3:57.71.
Um resultado importante para Patrícia Silva antes dos Europeus que vão decorrer em Birmingham, na Inglaterra, de 10 a 16 de Agosto.
Salomé Afonso também esteve na competição, embora não tenha corrido muito bem à atleta, que terminou com 4:06.36, longe do seu recorde pessoal (3:59.32).
"Claro que nós queremos sempre chegar o mais perto do primeiro lugar, mas o ano passado eu nem sonhava estar numa prova deste calibre. Por isso, poder ficar em sétimo com as melhores do mundo, baixar dos quatro minutos e ficar tão perto do recorde nacional é um sonho" referiu Patrícia Silva, em declarações a Record.
A meio-fundista prosseguiu: "Já sabia que iam partir para ritmos rápidos, mas tentei arriscar, porque, nas outras provas que corri, tenho ficado muito atrás e sinto que depois tenho muita força no fim. Agora tentei arriscar um bocadinho mais, ir mais à frente e acho que me saí bem."
Patrícia Silva ainda mencionou as expectativas para os Europeus de Birmingham, e abordou também as provas em que se irá focar daqui para a frente: "O meu objetivo era fazer marca para os Europeus. Já consegui fazer isso logo na primeira prova, o que me deixou um pouco mais tranquila. Agora é chegar ao Europeu e tentar chegar o mais longe possível. Sei que sou capaz e não vou parar enquanto não conseguir chegar ao lugar que eu acho que é o meu. Os 800 metros não deixam de ser uma prova muito especial para mim. Mas sinto que agora estou mais virada para os 1.500, é o meu foco. Sinto que tenho uma boa velocidade, mas enquadro-me melhor, se calhar, em provas mais longas."