_
O queniano Sabastian Sawe, que domingo se tornou no primeiro corredor da história a fazer a maratona abaixo das duas horas, foi recebido em Nairobi como herói nacional, inclusivamente pelo presidente William Ruto.
"Eu não o fiz só para mim, mas por todos nós. E gostaria que todos ficássemos felizes com isso para que continue a ser um recorde (estabelecido) por todos nós", declarou à sua chegada ao aeroporto, proveniente de Londres, ao fim da noite de quarta-feira.
Sawe, que já tinha vencido em Londres em 2025, ano em que também foi o mais rápido em Berlim, fixou a nova melhor marca mundial em 01:59.30 horas, no fim dos 42,195 quilómetros.
Hoje de manhã, o chefe de Estado William Ruto homenageou o feito do atleta e saudou o que classificou de "momento crucial na história da resistência humana".
"As gerações futuras olharão para esta data de 26 de abril de 2026 como o dia em que um homem quebrou uma barreira física e psicológica, durante muito tempo considerada intransponível. E o nome para sempre associado a este momento será Sabastian Sawe", afirmou o presidente queniano, comparando o feito com o primeiro passo do Homem na Lua.
Em Londres, Sabastian Sawe, que tinha como melhor marca pessoal 02:02.05 horas, retirou um minuto e cinco segundos ao anterior recorde mundial (02:00.35, em Chicago, nos Estados Unidos), que estava na posse do também queniano Kelvin Kiptum, desde 08 de outubro de 2023, menos de um ano antes da sua morte num acidente de viação.
Além das condições favoráveis, Sawe beneficiou de uma prova muito disputada com o etíope Yomif Kejelcha, que terminou igualmente abaixo das duas horas, em 01:59.41, numa corrida em que o pódio ficou completo com o ugandês Jacob Kiplimo (02:00.28), que, em 08 de março último fixou em 57.20 minutos o recorde mundial da meia maratona, em Lisboa.
O Quénia tem dominado as provas de longa distância do atletismo internacional e os seus atletas são superestrelas no seu país, levando a vontade férrea de vencer derive, várias vezes em situações de doping que têm manchado a reputação da nação.
Entre outros, dois antigos vencedores da maratona de Londres -- o medalhado olímpico Wilson Kipsang, que venceu a prova em 2012 e 2014, e Daniel Wanjiru, que a ganhou em 2017 -- fazem parte dos atletas quenianos de destaque suspensos nos últimos anos.
De igual modo, a agência antidoping queniana foi declarada não conforme pela Agência Mundial Antidopagem em setembro de 2025.
Poucos meses antes, a maratonista queniana Ruth Chepngetich tinha sido testada positiva e suspensa após ter pulverizado o recorde do mundo em Chicago e ultrapassado a barreira das 2h10.
Para dissipar qualquer dúvida sobre as suas performances nos últimos anos, Sabastian Sawe submeteu-se voluntariamente a um regime rigoroso de controlos, em acordo com as instâncias antidopagem.
Desta forma, o atleta de 31 anos foi controlado 25 vezes antes da maratona de Berlim, em setembro de 2025, que venceu, sem no entanto conseguir baixar das duas horas.
Por LusaFundista de 31 anos fez história em Londres
A comitiva lusa contará com 15 velocistas
Queniano fixou o novo máximo no último domingo, na Maratona de Londres
Novo modelo de performance é o mais leve da história da marca alemã
A partir de 2027/28, Portugal terá três equipas na Liga dos Campeões. Sport TV tem as duas primeiras escolhas, com a DAZN a reforçar a transmissão e a garantir a exclusividade na Liga Europa e Conference
NAC Breda processa Federação devido à nacionalidade de um jogador do Go Ahead Eagles
Ex-Benfica converteu penálti na vitória (3-0) do Rosario Central na Venezuela
Internacional inglês está no Ipswich
Mamelodi Sundowns venceu jogo em atraso e roubou a liderança ao rival Orlando Pirates
Encontro especial do IFAB aprovou propostas da reunião de fevereiro