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Novo modelo de performance é o mais leve da história da marca alemã
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Há mais de uma década, em 2014, quando o queniano Dennis Kimetto bateu o recorde mundial da maratona (então para se tornar no primeiro a baixar das 2:03 - fez 2:02:57) com as 'velhinhas' adidas Adizero Adios Boost 2, fê-lo tendo nos pés umas sapatilhas que à altura eram consideradas ultraleves. Pesavam cerca de 230 gramas.
Quase 12 anos depois, o mundo é bem diferente, a tecnologia é uma parte integrante da nova realidade e o atletismo também não foge a isso. Modelos mais leves, tecnologias inovadoras nas meias-solas, com espumas altamente desenvolvidas e placas rígidas (normalmente de carbono), ou partes superiores incrivelmente finas para poupar ao máximo no peso. Todas as marcas batalham para estar na vanguarda.
2026 marcou um novo capítulo nessa corrida, com a adidas a ser a primeira a (ajudar a) cruzar uma barreira que se considerava até há alguns anos impossível, graças aos 1:59:30 de Sabastian Sawe em Londres.
A Nike foi a primeira a tentar quebrá-la - e, de facto, a consegui-lo, mas num evento privado com Eliud Kipchoge em 2019. A adidas foi a primeira a fazê-lo num evento oficial. E fê-lo com o modelo mais avançado até à data. As Adizero Adios Pro Evo 3, as sapatilhas mais leves de sempre da casa alemã.
Com apenas 97 gramas, pesam menos do que uma... banana. Do que um conjunto de 20 folhas de papel A4 (considerando o peso comum de 5 gramas por folha). Ou do que uma barra de chocolate padrão. Ou do que uma maçã pequena. Exemplos apenas para dar uma ideia do quão leves eram aquelas sapatilhas brancas com 3 riscas que Sabastian Sawe usou no domingo.
As sapatilhas, claro, são apenas parte da história. Uma parte de uma equação que junta o treino específico ao longo de várias semanas, mas também a nutrição cada vez mais avançada para que naquele dia tudo resultasse. Não apenas a desse dia, não apenas o famigerado pequeno almoço à base de pão, mel e chá, mas também tudo aquilo que o novo recordista mundial ingeriu nos dias anteriores e, também, na prova em si.
Mas voltando ao modelo da adidas usado neste dia, pesa as tais 97 gramas e conta com uma altura máxima de 39 mm (na parte traseira) e 33 mm na parte frontal. Segundo as contas apresentadas pela marca, apesar de serem 30% mais leves, a nova espuma utilizada permite mais 11% de retorno de energia no antepé e melhora a economia de corrida em 1.6% em comparação com as Adizero Adios Pro Evo 2. Uma percentagem curiosa, já que se tirarmos 1.6% no registo anterior de Sawe (2:02:05 na estreia em Valência - 2024), ficamos com 2:00:08 - o resto terá sido fruto do treino...
Na sexta-feira, quando falaram aos jornalistas, Sawe e Yomif Kejelcha (o segundo colocado em Londres, que também as levou nos pés) disseram maravilhas do novo modelo. Dois dias depois, na estrada, perante um Jacob Kiplimo que levava um protótipo ainda não disponível para venda da Nike, os dois homens da adidas levaram a melhor nessa batalha particular. Que teve um outro capítulo no feminino: Tigist Assefa, também com as Pro Evo 3, bateu igualmente o recorde mundial numa maratona exclusivamente feminina.
Uma coisa é mais do que evidente: as novas sapatilhas da adidas são um verdadeiro bólide de luxo. Mas como um Fórmula 1 apenas capaz de ser domado por quem tem pernas para elas. E dinheiro também, porque assim que forem colocadas à venda, a 30 de abril, terão 500 euros como preço de referência.
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