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Susana Santos assume "orgulho imenso" em prova especial: «Hoje corri pelos meus avós»

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Atleta portuguesa entrou para o top-3 histórico nacional, a fechar um ano que diz ter sido complicado

"É um orgulho imenso". É isso que Susana Santos assume sentir após ter conseguido entrar para o top-3 histórico de Portugal na maratona. Um feito conseguido este domingo, na Maratona de Valência, com as 2:24:46 que são um recorde pessoal por 49 segundos. A Record, momentos antes de voltar ao nosso país, a atleta do RD Águeda falou sobre a sua prova e revelou que o desfecho podia ter sido bem distinto. Muito distinto.

Os problemas começaram logo no arranque. "No início começou a doer-me o pé e depois subiu e passou para o gémeo. Depois, com o desenrolar da corrida, a dor desapareceu. Mas pensei que me ia trazer complicações...". Não trouxe, porque 'magia' aconteceu... depois de novo percalço: "Aos 12 quilómetros torci o pé que me doía mas, magicamente, deixou de me doer! Parece que foi magia!"

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De tal forma que, dali em diante tudo correu como planeado - quase sempre dentro de marca para recorde nacional (as 2:23:29 de Rosa Mota) -, antes de novo problema aparecer. "Estava a sentir-me muito bem, passei à meia maratona muito bem, mas ali pelos 26 - até aos 33 - passei por uma fase menos boa. Aos 27 falhei o abastecimento, deixei cair o gel, e depois tive uma fase em que as pernas não correspondiam ao que queria. Mas aos 33 apanho o outro abastecimento e aí voltei a sentir-me melhor e a correr mais confortável outra vez".

Na reta final, já sem Hélder Santos, que voltou a ser o seu escudeiro para ditar o ritmo, cerrou o punho na direção do céu, numa espécie de dedicatória para quem, assume, correu consigo, mesmo tendo partido há praticamente um ano. "2024 não foi fácil a nível pessoal, pois no início do ano perdi os meus avós no espaço de 15 dias. Foi um mês difícil e hoje também terminei por eles. Não me me viram ir aos Jogos Olímpicos, mas sabiam que tinha conseguido a marca. E hoje corri com eles", assumiu.

Conseguida esta marca, que a coloca com a 13.ª melhor europeia do ano, Susana Santos ainda não aponta desafios para o futuro, nem mesmo quando voltará a fazer uma maratona, mas de algo tem certeza: Valência é mesmo especial. "É uma cidade em que sentes muito o apoio das pessoas e isso ajuda muito, pois incentiva a a correr mais rápido. Estava muita gente a gritar, mesmo quem não me conhecia gritava o meu nome. Será sempre especial, porque foi onde fiz a minha marca para os Jogos", assumiu.

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Por Fábio Lima
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