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Turquia naturaliza cinco quenianos, incluindo a antiga recordista mundial da maratona Brigid Kosgei

Turquia naturaliza quenianos, incluindo Brigid Kosgei, antiga recordista mundial da maratona
• Foto: Bruno Colaço

A Turquia está a apostar forte no desporto tendo em vista os Jogos Olímpicos de 2028 e não parece olhar a meios para atingir os seus fins. Contudo, ao invés de apostar na prata da casa, com o desenvolvimento de uma base de formação e apoio para a geração atual dos atletas, as autoridades turcas decidiram iniciar uma política de naturalização de figuras internacionais.

Já se pela Turquia (Rojé Stona, Rajindra Campbell , Jaydon Hibbert, Wayne Pinnock e Favour Ofili) e agora foi confirmado que cinco quenianos de bom nível vão passar a representar o país europeu.

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A mais sonante é Brigid Kosgei, antiga recordista mundial da maratona, prata em Tóquio’2020 nessa distância e ainda 5.ª mais rápida de sempre (2:14:04). Vencedora da EDP Meia Maratona de Lisboa de 2024, Kosgei é uma das mais ganhadoras maratonistas da história, com cinco triunfos em Majors (Londres e Chicago por duas ocasiões; Tóquio por uma vez) e será uma arma muito forte dos turcos para atacar pódios internacionais.

"Sim, é verdade. Mudei a minha nacionalidade para a Turquia. Foi uma decisão pessoal e estou contente por competir sob bandeira turca nos Jogos Olímpicos de Los Angeles assim que o processo de mudança de nacionalidade seja concluído", disse a queniana, citada pela AFP. Segundo a própria, o processo de naturalização começou em 2024.

Além de Kosgei, os outros quenianos naturalizados pelos turcos são Ronald Kwemoi, prata nos 5.000m de Paris’2024, Catherine Amanang’ole (1:05:39 e 2:20:34 de recorde pessoal), Briab Kibor (58:39 na ‘meia) e Nelvin Jepkemboi (30:34 nos 10k).

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As regras da World Athletics obrigam a que o atleta esteja três anos sem competir pelo seu país anterior antes de ser autorizada a mudança para outro, sendo que Brigid Kosgei pode já representar a Turquia, já que a sua última internacionalização foi nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, há quatro anos e meio. Isto, claro, desde que o processo de nacionalização no país seja oficializado.

Diferente é o caso de Kwemoi, que por ter disputado os Jogos de Paris apenas deverá estar autorizado a competir pela Turquia em 2027.

Muito dinheiro em jogo

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Não se sabe grandes pormenores sobre as contrapartidas oferecidas aos cinco quenianos, mas a imprensa internacional adiantou em junho do ano passado, aquando da notícia sobre a mudança dos jamaicanos Stona, Campbell, Hibbert e Pinnock, que em cima da mesa estaria um pagamento de 500 mil dólares (433 mil euros) a cada um como prémio de assinatura, valor ao qual se acrescentará ainda um pagamento de um salário mensal. E há, claro, uma alta compensação para o caso de medalhas internacionais, que na Turquia rendem dos prémios monetários mais altos do mundo em termos de medalhas olímpicas: 460 mil euros pelo ouro, 271m€ pela prata e 136m€ pelo bronze.

Por Fábio Lima
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