Basquetebol: «Parelesia» de Cowley acaba com... Benfica

AO PERDER, por 71-75, com o Seixal, em partida que abriu a 13ª ronda da Liga TMN, o Benfica hipotecou seriamente a possibilidade de participar, no próximo fim-de-semana, em Faro, na Taça da Liga, competição que, este ano, estreia novo figurino e que, como tal, apenas possibilita a participação dos primeiros oito classificados do Campeonato Profissional aquando do final da primeira volta, o que sucede hoje.

Para que os encarnados possam figurar entre os conjuntos que vão disputar a Taça da Liga, esta tarde os resultados alheios têm de ser favoráveis. Por outras palavras, será preciso que a Portugal Telecom vença em Queluz e o Ginásio derrote, diante do seu público, o Illiabum.

PUB

Mas, independentemente do que suceder logo mais, o Benfica deve reflectir sobre o desaire de ontem. É que, após uma primeira parte de bom nível (nem o facto de ter de alinhar, durante largos períodos, com os jovens Felipe Gomes, João Manuel e Francisco Jordão obstou a um bom desempenho), a equipa claudicou na segunda metade, nomeadamente nos instantes finais, período em que Cowley somou um ror de disparates que, evidentemente, condenaram a equipa ao desaire.

Ao falhar um fácil "afundanço" -- preocupou-se mais em gritar para o adversário do que concentrar a atenção no cesto... --, o norte-americano fez "curto-circuito" e, até ao final, nunca mais ajudou a equipa. Antes pelo contrário. "Turnovers" e lançamentos despropositados foram a errada receita que Cowley apresentou depois da "parelesia". Como desfecho: uma derrota evitável!

Mas se os encarnados facilitaram, refira-se, em abono da verdade, que o Seixal também contribuiu (e muito) para a sua vitória. Não se intimidaram com a diferença ao intervalo (35-44) e arriscaram logo no recomeço, montando uma defesa pressionante que roubou serenidade aos benfiquistas, particularmente ao base Felipe Gomes que, a partir daí, nunca mais conseguiu atacar com a calma necessária.

PUB

No ataque, Diogo Carreira (que ousadia colocar num banco um jogador com a "mão quente"...) e Tomas Rodriguez, à base de lançamentos triplos, assinaram o que restava para concretizar a reviravolta, tirando o devido partido da defesa "zona" do Benfica.

Arbitragem difícil (naturalmente com erros) num jogo com vários casos provocados por jogadores nervosos...

LUÍS AVELÃS

PUB

Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Basquetebol Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB