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A seleção nacional de basquetebol está a preparar os próximos jogos de apuramento para o Mundial' 2027, frente a Montenegro (2 de julho) e Grécia (5 de julho). Em pleno Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, o grupo orientado por Mário Gomes vai limando as arestas para estes desafios, sendo que ainda têm pela frente um jogo-treino diante da Suiça.
"É sempre mais agradável ganhar os jogos de treino, mas não é um objetivo prioritário, vamos controlar os minutos de jogo, porque treinar não chega para readquirir o ritmo competitivo. Para a semana já vamos ter muito mais foco na preparação do jogo [frente a Montenegro] e orientar a carga de treino para que estejam todos prontos para correr, salta e dar 'umas porradas' durante 40 minutos", explicou, a seguir ao treino o técnico de Portugal, frisando que o cansaço "é uma dificuldade acrescida neste momento da época": "Os jogadores chegam em estados de forma diferentes, uns estiveram a jogar há uma semana, outros não jogam há dois meses. Temos de tentar encontrar o melhor equilíbrio possível. Não é mau que se sintam cansados, é normal."
Quão importante é para os jogadores saberem que o treinador conhece o seu estado físico? "Julgo que é importante falarmos com os jogadores sobre as coisas que lhes dizem respeito. Por vezes instala-se a ideia de se pouparem um pouco para estarem prontos na semana seguinte. Isso é um erro, se nunca há fadiga é porque o treino não está a fazer efeito. Hoje [quarta-feira] encurtámos o treino por causa disso, prefiro fazer apenas um treino intenso do que dois a um ritmo moderado. É importante treinar com intensidade tão próxima do jogo quanto possível. É normal estarem cansados e precisam de ter confiança, vão estar bem. O estado de forma deles não é igual e a forma desportiva, o importante é a parte mental."
Como antevê os dois jogos do apuramento? "Vão ser dois jogos muito difíceis contra adversários diferentes, mas temos que estar preocupados com as nossas coisas. Vamos ajustar conforme todos os jogadores. O treinador de Montenegro não é o mesmo, toda a gente sabe que o resultado na primeira janela foi uma surpresa, até para nós. Mas estes jogos vão ser diferentes e está muita coisa em plano. Temos de pensar mais em nós do que neles. Fizemos uma revisão das regras defensivas e estamos a montar as manobras ofensivas. Depois, é ir à luta. O nosso objetivo passa por ganhar o máximo de jogos possível, partindo do princípio que conseguimos passar à próxima fase. Acredito que vamos passar à próxima fase e é importante passarmos com o maior número de vitórias."
A ausência do Neemias Queta não belisca a qualidade do grupo? "É claro que esta é uma equipa mais forte com o Neemias, tal como a Grécia é mais forte com o Giannis [Antetokounmpo]. Temos feito as qualificações sem o Neemias e esta não vai ser diferente. Se passarmos à segunda fase, vamos fazer 12 jogos de qualificação sem o Neemias. Ele sabe que o queremos cá sempre, mas vamos trabalhar sempre da mesma maneira. Quando o temos, podemos fazer isto de uma forma um pouco diferente, mas não causa nenhuma dificuldade acrescida. Quando ele pode estar, a equipa está mais forte."
Quase que nunca pode contar com o Neemias Queta. "Sabemos que as regras são assim. Tivemos esta situação, que podia eventualmente não existir se ele estivesse um contrato garantido. Ele é bom para o basquetebol português, para a seleção e para Portugal em geral. Agora, como tudo na vida, não são só coisas boas. Temos que viver com a realidade. Sempre que possível, contamos com ele."
Por João Albuquerque