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Sob arbitragem do trio constituído por Robert Vyklicky (Rep. Checa), Petar Obradovic (Bósnia) e Miroslav Tomov (Bulgária), as equipas alinharam e marcaram:
PORTUGAL (73) - Filipe da Silva (2 pontos), Carlos Andrade (11), João Santos (9), Miguel Miranda (13) e Elvis Évora (6). Jogaram ainda Miguel Minhava (2), José Costa (3), José Silva (0), Cláudio Fonseca (4), António Tavares (17) e Marco Gonçalves (6).
Treinador: Mário Palma
ESPANHA (87) - Calderon (7), Navarro (17), Rudy Fernandez (9), Pau Gasol (20) e Marc Gasol (10). Jogaram ainda Rubio (5), Reyes (10), Claver (0), San Emetério (1), Llull (2), Ibaha (4) e Sada (2).
Treinador: Sergio Scariolo.
Parciais: 16-26; 20-27; 16-24 e 21-10)
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- Termina a partida. Portugal perde 73-87, mas faz uma exibição de nível, incomparavelmente melhor do que na véspera com a Turquia. Mantendo esta linha, o sonho de ganhar jogos no Europeu é legítimo.
- Marco marca após "tapinha" a lançamento de Minhava. E de seguida, João Santos converte de longe (73-87).
- Portugal quebra um pouco, mas continua globalmente a realizar uma exibição interessante (68-87).
- Já se jogam os derradeiros 5 minutos. Portugal a jogar de forma interessante, perante uma das melhores equipas do Mundo.
- Tavares soma e segue. Totaliza 17 pontos. Como foi possível ter estado tanto tempo ausente da Seleção? Portugal está num bom momento e reduz para 66-83.
- Tavares conclui um contra-ataque, após assistência de campo a campo de Miguel Minhava (64-83).
- Triplo para Carlos Andrade (62-80).
- Carlos Andrade marca de fora e Portugal reduz para uma desvantagem de 20 pontos (59-79).
- Miguel Miranda converte o seu quatro triplo em nove oportunidades e também já vai com 13 pontos (57-79).
- Boa circulação de bola no ataque português, com Cláudio a marcar debaixo do cesto contrário (54-77).
- Termina o terceiro período, com a Espanha a liderar 77-52.
- Tavares continua a ser o melhor elemento da equipa nacional. E já vai com 13 pontos, sendo o único na casa das dezenas (52-73).
- Cláudio Fonseca converte um lance-livre, Portugal recupera a posse de bola, mas falha a tentativa de triplo (50-71).
- Portugal experimenta uma defesa zona, aproveitando o facto de Navarro estar a descansar. Recupera uma bola e no ataque seguinte, acerta de longe por Miguel Miranda (49-69).
- Tavares continua muito sólido e agressivo no jogo. Ganha uma falta e acerta os dois lances-livres (46-69).
- Afundanço para Marc Gasol, após bonita assistência de Rudy Fernandez.
- Navarro continua de pontaria afinada. E Pau Gasol a marcar de todo o lado. A Espanha passa a fasquia dos 20 pontos de vantagem (67-44).
- Miguel Miranda também converte de longe (44-62).
- Navarro vai com 4 triplos certeiros em 6 tentativas...
- Boa assistência de João Santos para cesto fácil de Elvis Évora.
- Depois de ouvir das boas do técnico Mário Palma, um dos árbitros, no lance seguinte, marca falta anti-desportiva a Marc Gasol...
- Filipe da Silva faz os seus primeiros pontos na partida.
- Começa a segunda parte e, para não variar, Pau Gasol soma e segue...
- Termina a primeira parte, com a Espanha a vencer tranquilamente por 53-36. Ainda assim, Portugal tem tido momentos interessantes no ataque. Porém, a defender é tudo muito difícil. E nem se pode falar em muitos erros próprios, os espanhóis é que estão num dia de grande eficácia. E quem tem gente como Pau Gasol... pode sonhar com todos os títulos.
- Pau Gasol segue impressionante: 16 pontos e 5 ressaltos (34-49).
- Carlos Andrade marca um triplo (34-47).
- Bela assistência de José Costa para cesto fácil de Marco Gonçalves (30-47).
- Elvis já tem 3 faltas. Tentar parar as investidas de Pau Gasol é uma tarefa complicada...
- Ao assumir um tipo de jogo "olhos nos olhos", parece que Portugal vai marcar mais pontos do que seria de esperar. Contudo, o reverso da medalha pode ser penoso: a Espanha vai com média para mais de 100 pontos!
- José Costa acerta um "triplo" do meio da rua. Portugal está na sua melhor fase (28-37)
- Tavares está endiabrado e já vai com 9 pontos. Segurar Pau Gasol é que parece ser impossível (25-37).
- Tavares também marca dois "tiros" livres e Portugal consegue encurtar distâncias (23.35).
- João Santos sofre falta em ato de lançamento e aproveita da linha de lance-livre (21-35).
- A profundidade da equipa espanhola é tremenda. Feliz do treinador que pode ir mexendo e tudo continua a funcionar sobre rodas...
- A Seleção Nacional não se está a dar bem com o jogo bastante físico dos espanhóis que, para complicar ainda mais o cenário, tem contado com a "colaboração" dos árbitros. O banco português protesta e sofre uma falta técnica.
- Ibaka não dá descanso aos ressaltadores portugueses. A Espanha que já era "só" uma das melhores equipas mundiais ainda logrou "descobrir" este "reforço"...
- Miguel Minhava marca os primeiros pontos do segundo parcial. Portugal ofensivamente está bem melhor do que no embate de estreia.
- A Espanha vem mais concentrada do desconto de tempo e não permite mais pontos a Portugal até ao termo do período (16-26). Pelo meio, Cláudio Fonseca falha dois lançamentos de marcação obrigatória.
- Sergio Scariolo não aprecia a ligeira recuperação portuguesa e solicita tempo de desconto quando restam jogar 1.55 minutos no período inicial.
- Tavares entra cheio de confiança e faz 5 pontos consecutivos. Cláudio Fonseca também já está em campo. Complicado é parar as iniciativas atacantes dos espanhóis (16-23).
- Mário Palma lança António Tavares e Miguel Minhava para tentar controlar melhor a posse de bola, mas a verdade é que os problemas aumentam com o passar dos minutos. O jogo interior dos espanhóis é demolidor.
- Portugal procura equilibrar o jogo e até está a lançar do que na véspera. Porém já cometeu 4 "turnovers". A Espanha, como sempre, aproveita todos os erros alheios e já tem 9 pontos de avanço (20-11).
- A Espanha começa a mostrar a sua tremenda capacidade e passa para a frente. Navarro está inspirado nos "tiros" longos.
- Miguel Miranda, com um triplo, abre o marcador.
- A Espanha arranca com o seu cinco com experiência NBA: Calderon, Navarro, Rudy Fernandez, Marc e Pau Gasol.
- Portugal começa com Filipe da Silva, Carlos Andrade, João Santos, Miguel Miranda e Elvis Évora.
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A título de curiosidade, diga-se ainda que o letão Blums foi o melhor marcador (32 pontos), o sérvio Teodosic distribuiu o maior número de assistências (8), o russo Kirilenko liderou nas bolas recuperdas (4) e o turco Asik nos desarmes de lançamento (4).
Olhando para os dados estatísticos da primeira jornada, conclui-se que o elemento em maior destaque na formação espanhola foi Pau Gasol que, em 30 minutos, contabilizou 29 pontos e 7 ressaltos. Do lado português, Elvis Évora foi a figura, com um "duplo-duplo" (7 na ronda) de 12 pontos e outros tantos ressaltos. Com uma dúzia de bolas recuperadas nas tabelas, o poste do Benfica foi o segundo melhor ressaltador da ronda, apenas suplantado pelo montenegrino Dasic com 16. Se analisarmos apenas para os ressaltos ofensivos, Elvis foi o "rei" juntamente com o grego Calathes, com 6.
Em Sevilha, durante o Europeu de 2007, então logo na ronda inaugural, a Espanha levou de vencida Portugal por 82-56. Cinco dos portugueses presentes na atual edição do Europeu (Filipe da Silva, Miguel Minhava, João Santos, Miguel Miranda e Elvis Évora) estiveram em ação nesse embate.
Os irmãos Gasol, Navarro, Calderon, Rudy Fernandez, Reyes, Rubio e a nova "aquisição" Serge Ibaka fazem com que a Espanha seja um opositor que assusta qualquer equipa. Portugal sabe isso bem e, claro, tem de ser corajoso para fazer frente à segunda colocada do "ranking" mundial.
Embora não tenha brilhado no seu primeiro embate na cidade de Panevézys (triunfo desnecessariamente sofrido por 83-78 face à Polónia), a Espanha é mais do que favorita perante Portugal. A questão, realisticamente, não é discutir quem vai ganhar, mas sim tentar adivinhar qual a diferença pontual entre as duas equipas.
Se ostentar o título de campeão da Europa é, por si só, um ótimo cartão de visita para os nossos vizinhos ibéricos, convém acrescentar que, com a natural excepção dos lituanos, praticamente todos os estrangeiros (jornalistas, treinadores, jogadores e adeptos) presentes nesta competição consideram a Espanha a equipa mais forte e, consequentemente, aquela que reúne mais condições para vencer a prova.
Depois da derrota na estreia (59-76) diante da Turquia, atual vice-campeã mundial, Portugal defronta esta quinta-feira, na segunda jornada do Grupo A do Eurobasket, a Espanha, nação detentora do troféu. Por outras palavras, vem aí mais uma missão complicadíssima para a formação comandada por Mário Palma.