«Mão Santa» supera Kareem Abdul-Jabbar

OSCAR Schmidt, de 43 anos, passou a ser, desde sábado, o melhor marcador (oficioso) do basquetebol mundial. O brasileiro assinalou 21 pontos na vitória da sua equipa, o Flamengo, por 108-106, sobre o Fluminense, em encontro a contar para o campeonato carioca, e atingiu o fantástico pecúlio de 46 744 pontos, numa carreira que já leva 25 anos. Esta marca superou a de outro "monstro sagrado" da modalidade, o ex-jogador dos LA Lakers, Kareem Abdul-Jabbar, que (e note-se este ponto) marcou 46 725 pontos só em partidas da NBA, a liga norte-americana.

O feito do "Mão Santa", como é conhecido no Brasil, não deve, no entanto, ser reconhecido pela FIBA, pois Schmidt não tem estatísticas dos jogos realizados nos seis primeiros anos de carreira. Para além disso, o recorde foi construído com base em jornais e num arquivo pessoal. Os dados sobre Kareem ignoram, por outro lado, os 2067 pontos que obteve quando disputava o circuito inter-escolar de Nova Iorque.

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No entanto, para os brasileiros estas são meras questões de pormenor: afinal a mítica barreira da antiga estrela dos Lakers foi finalmente ultrapassada. Tudo aconteceu a 9,06 m do final do segundo período, no famoso "clássico" "Fla-Flu", realizado no Maracanãzinho. Oscar Schmidt fez dois pontos, passou Abdul-Jabbar e a festa irrompeu...

O jogo foi interrompido, o recinto invadido por centenas de pessoas e Oscar recebeu, espontaneamente, homenagens de todos os quadrantes do desporto brasileiro, não contendo as lágrimas.

Mais tarde seria a vez da esposa Cristina e da filha Stephanie renderem tributo ao campeão. Só faltava mesmo o filho, Felipe, de 15 anos, que estuda e joga nos Estados Unidos. De um momento para o outro, a jovem promessa aparece de surpresa e o "pai-galinha" volta a chorar. "Gostaria de agradecer a todos os brasileiros, aos que gostam de mim. Agradeço à minha família, a todos os meus treinadores e ao Flamengo. Isto é muito mais do que eu mereço", disse.

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O ambiente de euforia e festa generalizada no "Fla-Flu" não se manteve, porém, até ao final. Bem pelo contrário. O Fluminense terminou o encontro com apenas três jogadores, já que dois atingiram as cinco faltas. Para agravar a situação, todos os elementos de banco de ambas as equipas foram expulsos na sequência de uma troca de agressões...

O grande momento

Com uma carreira repleta de grandes recordações, há uma que ocupa um lugar especial na memória do "cestinha" dos Jogos Olímpicos: a final dos Jogos Pan- -Americanos de 1987, em Indianápolis. O adversário era a poderosa selecção dos Estados Unidos, mas a vitória foi para o Brasil, por 120-115. Foi a primeira vez que os "yankees" perderam no seu país numa competição oficial e Oscar marcou nada menos que 55 pontos!

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VÍTOR GONÇALVES e ANTÓNIO CARLOS

correspondente no Brasil

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