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Michael Jordan concedeu uma entrevista ao CBS Sunday Morning onde assumiu que continua a ter saudades de pegar numa bola de basquetebol. Aos 63 anos, o antigo astro da modalidade é coproprietário de uma equipa de NASCAR, a 23XI Racing, e admite que foi essa a maneira que arranjou de continuar a 'alimentar' o bichinho da competição que o acompanha desde sempre.
"Adoro a alegria de ver a competição. Sou uma pessoa muito competitiva, 100 por cento. Acho que estou amaldiçoado com um gene competitivo. Tenho de me vestir antes da minha mulher acabar de se vestir...", começou por referir, antes de falar sobre a sua aventura nos desportos motorizados.
"Tem a ver com a minha família. O meu pai era mecânico e trabalhava nos carros de toda a vizinhança. Gostava de conduzir depressa, tal como a minha mãe. Eu nunca conduzo depressa, mas os pilotos precisam de pensar muito rápido. E isso foi também aquilo que me puxou para este desporto. Não acordei um dia e pensei 'vou para o NASCAR'. Sou adepto há muito tempo, mas estava focado naquilo que estava a fazer, o basquetebol. Agora que entrei aqui, percebo como as coisas funcionam. E estavam a funcionar mal. Era um desporto que não estava formatado para o sucesso", explicou.
Depois de lamentar o facto de "não conseguir caber" dentro de um carro de NASCAR e de, por isso, nunca ter experimentado conduzir, Michael Jordan refletiu acerca de outra particularidade daquele desporto: a proximidade com as pessoas. "Não estava tão habituado a isso, mas ultimamente tenho passado por essa experiência mais vezes do que pensava. E é algo que é necessário. Quando disse que me queria retirar do basquetebol, queria deixar a modalidade e aquilo que representava dentro daquele campo. Fiquei gigante no basquetebol. Tornou-se num fardo. Aqui não estou ao mesmo nível e isso é algo que me deixa vivo. Foi o fardo de viver de uma certa maneira, de tentar manter algo que muita gente esperava. E claro que chegou a um ponto em que pensei 'estou cansado'".
A fechar, Jordan acabou por admitir, no entanto, que ainda sente falta daquilo que fez dele uma lenda do desporto: "100 por cento. E não é só um pouco, é muito mesmo. Mas tentei compensar um pouco isso através do NASCAR. Quem me dera poder ainda pegar numa bola de basquetebol, adoraria", atirou o norte-americano, que terminou: "Melhor de sempre? Acho que isso não existe. Aprendemos com outros atletas e fazemos com que o desporto evolua. Não mudaria nada do que fiz. Aprendi com os erros, com toda a gente e fui abençoado. Se tudo acabasse hoje, sairia com um sorriso na cara".
Astro do basquetebol é coproprietário da 23XI Racing mas não esconde as saudades do desporto que o tornou "gigante"
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