João Ribeiro e Messias Baptista querem reforçar estatuto no Mundial: «Expectativas altas»

João Ribeiro e Messias Baptista ficaram em segundo lugar na sua série
• Foto: DR

Os canoístas portugueses João Ribeiro e Messias Baptista estão 'famintos' para revalidarem o título mundial de K2 500 metros, na cidade italiana de Milão, bem como de mostrar que o cetro europeu em K4 500 não foi acaso.

"Vou com expectativas altas. Os resultados dos últimos três ou quatro anos são de excelência. Consegui títulos de campeão e vice-campeão da Europa e de campeão do mundo. Vou com os pés assentes na terra, claro, mas com uma vontade indomável de defender o cetro de K2 e mostrar serviço no K4 campeão da Europa", vincou Messias Baptista.

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Em declarações à Lusa, o olímpico revelou-se empenhado em repetir o êxito de K2 500 metros alcançado no Canadá, em 2023, juntamente com João Ribeiro, numa dupla que, em junho, na República Checa, arrebatou o título europeu em K4 500, em equipa com os sub-23 Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha.

"Vamos com boas expectativas, porque temos esses dois títulos no bolso e é normal que os queiramos defender. Continuamos a ser campeões do mundo. Vamos tentar o ouro ou, pelo menos, uma medalha, só por si já bastante difícil", avisou João Ribeiro.

O atleta olímpico realça que vão ser regatas "muito exigentes", sobretudo no K4, "um barco novo que já deu provas que tem muita qualidade"

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"Geralmente, há barcos que aparecem e desaparecem e nós queremos continuar a afirmar que somos uma embarcação com a qual têm de contar para os próximos anos e para o ciclo olímpico", sublinhou, destacando a "juventude, talento, empenho e dedicação" que Gustavo e Casinha trazem à formação.

Messias Baptista recordou que "resultados passados não garantem resultados futuros", pelo que, depois do desempenho "perfeito" no Europeu, entende que "volta quase tudo ao zero".

"Claro que, se calhar, vamos como favoritos, porém temos de mostrar novamente serviço e ver o que sai", sustentou.

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João Ribeiro e Messias Baptista querem provar que o sexto lugar olímpico em K2 500 aconteceu num mau dia para a dupla, que partiu mal em Paris2024, pelo que, não escondem, há contas a acertar nesta especialidade.

"Éramos dos principais candidatos a uma medalha olímpica e não o conseguimos. Demos o nosso melhor e não foi possível. Claro que ainda temos esse sentimento de frustração, porque treinámos e trabalhámos muito para o conseguir, mas infelizmente não foi o nosso dia. Queremos tirar esta frustração, esta raiva, e provar que foi só um mau dia e que o K2 continua a andar, a ter bons resultados", destacou João Ribeiro.

Quanto ao K4, Messias Baptista lamentou o facto de o quarteto só agora estar a competir junto, face aos "bons indicadores passados" que já auguravam bons desempenhos na tripulação que, com outra composição, falhou a ida a Paris2024.

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O canoísta não escondeu que vai lutar por "duas medalhas", contudo admitiu que não vai exibir um lado "ingénuo" e dizer que só com uma vai "ficar triste".

Além do K2 500, nas disciplinas olímpicas Portugal procura manter ainda o ouro de K1 1.000 metros, alcançado por Fernando Pimenta em 2023.

A representação lusa nos Mundiais é composta por 14 canoístas, oito homens, incluindo os paracanoístas Norberto Mourão (VL2) e Alex Santos (KL1), e seis mulheres.

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Por Lusa
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