Ricardo Machado, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), reagiu ao nosso jornal sobre o modo como é feita a distribuição das verbas para o setr proveniente das apostas desportivas.
Com vários títulos mundiais, europeus e medalhas olímpicas, a canoagem é uma das modalidade que não recebe qualquer valor, daí ser importante, para o dirigente, "haver justiça no financiamento do desporto nacional".
Eis a nota enviada ao nosso jornal
"A Federação Portuguesa de Canoagem considera que o atual modelo de distribuição das receitas provenientes do Imposto Especial do Jogo Online deve ser revisto, de forma a garantir maior equilíbrio e justiça no financiamento do desporto nacional.
Apesar do trabalho desenvolvido pela Federação ao longo dos últimos anos, dos resultados internacionais alcançados e do contributo da modalidade para o prestígio do desporto português, a Canoagem não recebe atualmente qualquer verba proveniente deste mecanismo de financiamento.
A Federação defende, por isso, a criação de um mecanismo de compensação para as federações desportivas que atualmente não são contempladas ou que recebem montantes manifestamente reduzidos, em linha com as posições públicas assumidas pelo Comité Olímpico de Portugal relativamente à criação de um Fundo de Equilíbrio Desportivo, ou a proposta de criação de um Fundo de Desenvolvimento Desportivo, aprovada na Cimeira de Presidentes da Confederação do Desporto de Portugal em 2025.
As receitas geradas pelo jogo online têm vindo a crescer de forma significativa de ano para ano, beneficiando atualmente, de forma quase exclusiva, um número muito reduzido de federações. Entendemos que uma parte mais significativa destas verbas deve ser redistribuída de forma mais equilibrada, através de critérios objetivos, transparentes e orientados para o desenvolvimento do sistema desportivo nacional, apoiando modalidades menos favorecidas ou que não geram volume de apostas suficiente para beneficiar do modelo atual.
A Federação Portuguesa de Canoagem entende igualmente que a percentagem do Imposto Especial do Jogo Online, que é afeta ao desporto deve ser reforçada. É o desporto que gera a atividade económica associada às apostas desportivas e, por esse motivo, faz sentido que a totalidade, ou pelo menos uma parte substancial dessas receitas, seja canalizada para o reforço do financiamento do desporto português e das federações que diariamente desenvolvem trabalho de formação, competição e representação internacional".