Messias Baptistas após a medalha de prata no Europeu: «É um sentimento agridoce»

Canoísta português competiu em três categorias, mas só conseguiu subir ao pódio em K1 200 metros

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Messias Baptista
Messias Baptista • Foto: Lusa/EPA
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O canoísta Messias Baptista assumiu este domingo o sentimento "muito amargo" de subir ao pódio dos Europeus somente em K1 200 metros, com a prata, enquanto em K2 500 e K4 500 ficou duas vezes em quarto lugar, em Montemor-o-Velho.

"É um sentimento muito amargo, subir ao pódio apenas em K1. Vim participar nas três provas, queria três medalhas e estava pronto para isso", desabafou.

Em declarações à Lusa, o canoísta referia-se à equipa com João Ribeiro, no K2, que é reforçada com Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha em K4, tripulação que no sábado ficou a impercetíveis 20 milésimos de segundo do pódio.

"O K2 e o K4 ficarem assim à porta é um sentimento de frustração, mas todos os anos digo ao João que, normalmente, nas Taças do Mundo e no Europeu é quando a nossa forma não está tão alta e o resultado do pódio acaba por não aparecer. Digo-lhe sempre para acreditar e confiar em mim que no Mundial vamos voltar a subir, e isso tem acontecido. É oficial, digo aqui de novo que no Mundial vamos estar nos lugares do pódio", sublinhou.

Apesar de nunca terem ido ao pódio europeu em K2, em Mundiais, Messias Baptista e João Ribeiro arrecadaram o ouro em 2023 e 2024, e a prata em 2025.

"É um sentimento agridoce. Feliz pela prata em K1 200, embora me sentisse preparado para ser campeão, mas queria partilhar mais uma medalha com o João. Quando os quartos lugares são consideradas as nossas piores resultados é porque estamos a fazer algo certo. Já passámos por isto e tenho a certeza absoluta que vamos dar a volta. Foi assim o ano passado e há dois anos, portanto, no Mundial, estaremos certamente a lutar novamente pelas medalhas", sentenciou.

João Ribeiro desvalorizou o facto de Messias Baptista ter disputado a final de K1 200 uma hora antes da do K2 500, considerando que, pior do que o desgaste acumulado, seria o companheiro de tripulação e amigo não fazer "a prova que mais ama".

"É nisso que acredito e tento me focar. Se fosse a pensar para a prova que o Messias ia estar mais cansado, ia ser mais um peso dentro do barco, isso não ia ajudar nada. Tenho que confiar no Messias. Certamente, era pior se ele não fizesse a prova, ia ficar muito mais desanimado, porque é uma prova que ele ama fazer. Por isso, tenho superconfiança nele e deu o melhor nas duas distâncias", vincou à Lusa.

O atleta olímpico garantiu a continuação do "foco total" do K4 e K2 para as provas que faltam esta época, nomeadamente a Taça do Mundo no Canadá e os Mundiais no fim de agosto, na Polónia.

Além da em K1 200 metros, Portugal arrecadou em Montemor-o-Velho em K1 1.000 e o na classe adaptada de VL2 200.

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