O RUSSO Serguei Smetanine (Benfica) esteve, sexta-feira, imparável na segunda etapa do GP Internacional Mitsubishi. O corredor encarnado venceu a tirada, em Pêro Pinheiro, e amealhou ainda preciosos seis segundos de bonificação, graças aos triunfos em duas metas volantes. Pelo meio, ainda teve “tempo” para sofrer uma queda, que lhe provocaram algumas escoriações, tendo sido, mesmo, transportado ao hospital, após a conclusão da etapa, para ser suturado no braço direito.
Smetanine, apesar do susto e das feridas, chegou, no entanto, com bastante força a Pêro Pinheiro, batendo, na meta, um pequeno pelotão liderado pelo espanhol Angel Edo (Maia/MSS). O triunfo do “sprinter” russo foi categórico, vencendo com um segundo de vantagem, que lhe permitiu envergar, no final, a camisola amarela, substituindo o búlgaro Krassimir Vassilev (Gresco/Tavira), apenas 42º na etapa. A diferença mínima, de resto, é a mesma que separa o benfiquista do seu mais directo adversário, Bruno Castanheira (LA Pecol). “Vou lutar até ao fim pela vitória. Sinto-me bastante bem”, disse Castanheira, ciclista que sexta-feira chegou a pregar um susto ao Benfica e às restantes equipas com pretenções à vitória, ao integrar uma fuga na parte final. A mesma, porém, não vingou, muito por culpa dos encarnados, que colocaram o catalão Melchor Mauri na liderança à “caça” aos fugitivos.
A decisão quanto ao triunfo no GP Mitsubshi está, assim, ao rubro.
Apenas um segundo separa os dois primeiros classificados, podendo, ainda, Angel Edo sonhar igualmente com a vitória. Refira-se que dos três primeiros classificados, dois podem bisar. Tratam-se, precisamente, de Serguei Smetanine e do espanhol da Maia/MSS. O primeiro venceu o ano passado, então pela Vitalício; o segundo, pela Kelme, há dois anos. “Sexta-feira a equipa trabalhou muito bem. Veremos como será o dia de sábado. Espero estar bem, apesar da queda que sofri. Vai ser uma etapa muito complicada, mas estou com muita vontade de voltar a vencer esta prova, agora com a camisola do Benfica”, confessou o camisola amarela.
De resto, a etapa de sexta-feira, já sem chuva, ficou também marcada pelas desistências de Orlando Rodrigues (Banesto) e Vítor Gamito (Porta da Ravessa). O primeiro ressentiu-se da queda da véspera; o segundo, de acordo com o seu director desportivo, Orlando Alexandre, não quis arriscar uma queda, “pois as estradas são más”.
DEMISSÃO DE ARMINDO LÚCIO
Sexta-feira, na chegada a Pêro Pinheiro, correram rumores da demissão do director desportivo adjunto do Benfica, Armindo Lúcio, por divergências com o técnico principal, António Brás. Contactado pelo nosso jornal, Lúcio remeteu qualquer esclarecimento sobre o assunto para José Manuel Antunes, vice-presidente do clube da Luz, que confirmou ter recebido uma carta do director desportivo adjunto a demitir-se.
“Tenho de estudar a situação, mas neste momento é um assunto menor, comparado com o facto de termos conquistado sexta-feira a amarela e de estarmos a discutir a vitória. Penso que será uma querela pessoal, por divergências organizativas, entre o Armindo Lúcio e o António Brás”, admitiu o dirigente encarnado.
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