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UMA VERDADEIRA maratona verificou-se quinta-feira na segunda etapa do GP de Torres Vedras, com a ligação entre Lourinhã e Azambuja a cifrar-se em 232 quilómetros, distância excessiva para esta altura do ano, com o muito calor que se faz sentir. E acabou por ser o alemão Thorsten Wilhelms (Team Nurnberger) a suportar melhor a longa extensão da tirada, cortando a meta em primeiro lugar, repetindo, assim, o triunfo do ano passado. "Foi muito importante voltar a vencer aqui. A minha equipa esteve sempre muito unida", frisou no final o ciclista germânico, que completou a etapa em 5.27,36 horas, à média de 42.491 km/h.
O feito de Wilhelms, todavia, não chegou para destronar o italiano Casned Tupak (LA Pecol) da liderança, embora o transalpino reconheça que será difícil manter a camisola amarela sexta-feira no Alto de Montejunto.
Falta de aviso
O aumento da quilometragem da etapa não agradou nada a alguns directores desportivos. "Não fomos avisados. A minha equipa controlou a etapa, mas quando pensávamos que faltava um determinado número de quilómetros para o final, vimos que eram muitos mais", desabafou Américo Silva, director-desportivo da equipa do camisola amarela.
A terceira etapa do GP Joaquim Agostinho começa em Sobral de Monte Agraço (11.00) e termina no Alto de Montejunto (cerca das 15.00), e após 162 quilómetros. Espera-se um final emotivo.
Etapa com 232 km devido a obras na estrada
A etapa de quinta-feira sofreu um contratempo, levando a organização a optar por outro percurso, o que fez aumentar a quilometragem, segundo o comunicado oficial, de 218... para 232. Mas, no final, a distância cifrou-se mais precisamente em 235. Obras no pavimento em Vila Chã de Ourique estiveram na origem da alteração.
Azambuja fiel desde 1982 agora também com Mamede
Azambuja é, sem dúvida, uma das localidades referência no GP Internacional de Torres Vedras, fazendo parte do percurso praticamente desde o início (esta é a 23ª edição), ou seja, desde 1982. Um dos principais dinamizadores do desporto do concelho tem sido o ex-aleta do Sporting, Fernando Mamede, que nutre pelo ciclismo um especial carinho.
Laddomada não defende triunfo no Alto de Montejunto
O italiano Michele Laddomada foi o vencedor da etapa do ano passado no Alto de Montejunto, mas este ano não poderá repetir o triunfo, pois já não faz parte do pelotão nacional. O trepador, que esteve com um pé no Benfica, após ter deixado o LA Pecol/Alpiarça, regressou a Itália no final da temporada transacta, e deixou de correr após terem-lhe sido detectados problemas cardíacos.