COMO se esperava, Joaquim Gomes foi um dos principais animadores da etapa. A partir do momento em que se começou a subir para o Alto da Senhora da Graça, o melhor trepador luso (disputa a 17ª Volta a Portugal, uma prova que já venceu em duas ocasiões, da carreira) lançou vários ataques.
No final, cedeu alguns segundos para os três primeiros da geral, mas a sensação era de dever cumprido.
“Como pude comprovar, já não estou ao nível que consegui atingir na etapa da Torre e na cronoescalada. Mas tinha de tentar. No fundo, começo a sentir os efeitos de uma temporada em que treinei a ‘sério’ apenas durante dois meses enquanto os restantes seis foram, essencialmente, de sobressalto (n.d.r – Gomes ingressou no Carvalhelhos/Boavista já a meio da época, depois de passar vários meses a aguardar o arranque da ainda adiada Netispor). A Volta a Portugal é uma prova de regularidade e foi precisamente isso que me faltou para conseguir descolar os adversários. Há que tentar, sempre, tirar o máximo partido da montanha. Apesar de não me sentir muito bem, tinha de tentar. Só que o Fabian Jeker está muito forte e deverá confirmar a vitória na Volta no contra-relógio final. Não estou desiludido, pois tenho condições de cumprir os objectivos que tracei inicialmente, ou seja, ficar entre os cinco ou dez primeiros. No fundo, só tenho pena de não poder corresponder às expectativas das pessoas que pensavam que eu podia ganhar.”