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A ciclista portuguesa Maria Martins admitiu que foi uma grande surpresa a conquista do terceiro lugar em scratch no Mundiais de pista, após uma corrida muito tática em que conseguiu colocar-se bem.
"Foi uma corrida muito tática, muito controlada por todas as atletas e no final consegui taticamente uma boa observação e consegui colocar-me numa boa posição que me permitiu discutir a corrida até o final. Estou muito satisfeita pelo terceiro lugar, que é sem dúvida alguma uma grande surpresa para mim", disse Tata Martins.
Apesar da surpresa, em declarações enviadas à agência Lusa, a olímpica portuguesa disse estar "muito feliz por esta medalha de bronze", que "significa muito" para si e para toda a equipa, no primeiro evento pontuável para o ranking de apuramento olímpico para Los Angeles'2028. "É um enorme começo destes Mundiais, para o nosso objetivo a mais longo prazo, que são os Jogos Olímpicos. Estou muito satisfeita de começar desta forma este processo", assumiu.
O selecionador português de pista, Gabriel Mendes, considerou que "foi uma corrida fantástica, muito boa da Maria Martins", que "esteve sempre bastante atenta aos fatores da corrida, muito bem em termos técnicos e em termos táticos". "Conseguimos resolver algumas situações na aproximação à fase final que nos podiam retirar da frente da competição. Ela esteve sempre muito atenta a esses detalhes e abordou o sprint final de uma forma muito boa, ganhando aqui uma medalha de bronze e fazendo terceiro lugar na prova de scratch com muito mérito", afirmou.
Primeira portuguesa a entrar em ação nos Mundiais, Maria Martins conseguiu o terceiro lugar em scratch, atrás da holandesa Lorena Wiebes e da irlandesa Lara Gilespie.
'Tata' Martins conquistou, pela terceira vez, uma medalha em Mundiais, depois dos bronzes em scratch em 2020 e no omnium em 2022, tendo ainda, no scratch, sido campeã europeia em 2023, e terceira em 2019 e 2025, além de um bronze na eliminação nos Europeus de 2020.
Por Lusa