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O dia em que Carlos da Cruz fez ''chantagem'' com o pai

Nasceu em França, em Saint-Denis, onde vivem os pais, mas ainda domina o idioma. Falamos de Carlos da Cruz, um nome bem português, o número 94 do extenso pelotão que compõe a Volta a França.

O ciclista da FDJeux, equipa francesa com um orçamento a rondar os 3,5 milhões de euros, é desde muito novo um apaixonado pelo ciclismo. Aos 13 anos, perante a renitência do pai, decidiu fazer chantagem - ou aquele lhe dava uma bicicleta ou então não fazia mais nada na vida.

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Manuel da Cruz, actualmente com 64 anos, não estava nada decidido. "Os meus dois outros filhos também foram ciclistas e eu tentava, a todo o custo, que ele optasse por outro desporto, como o ténis ou o futebol."

O pai tinha ainda bem presente a forma como, por vezes, Adérito e Pascal se apresentavam em casa, num estado lastimável depois de mais uma queda. Mas acabou por não resistir e ofereceu ao pequeno Carlos o presente que ele mais desejava. "Era uma bicicleta em tons claros, que me custou 5200 francos (aproximadamente 80 euros). Comprei-a numa loja em Saint-Denis, bem perto da nossa casa."

Se os dois irmãos nunca passaram de amadores, Carlos da Cruz dedicou-se por completo à modalidade, assumindo-se como profissional em 1997. Até 2000, este descendente de portugueses representou a Big Mat, em 2001 esteve na Festina e desde 2002 que integra a equipa da lotaria francesa. E será com a camisola da FDJeux que Carlos da Cruz irá receber hoje, das mãos do deputado da câmara de Saint-Denis, Patrick Braouezec, uma lembrança por ter feito a sua carreira de amador naquela região parisiense.

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Este será, de facto, um dia especial para o ciclista, uma vez que a etapa de hoje passa em Coulommiers, onde Carlos da Cruz vive com a mulher e a filha de três anos. O ciclista participa no Tour pela segunda vez e venceu este ano o Circuito de la Sarthe.

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