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A espanhola Eva Anguela impôs-se, ao sprint, na 1ª etapa da Volta a Portugal Feminina Cofidis, de 85 quilómetros, entre Loures e Vila Franca de Xira, marcada pela subida da russa Valeria Valgonen (Massi-Tactic) à liderança. Foi uma chegada emocionante, em pelotão compacto, perante público numeroso. E mais emocionante foi para Eva Anguela, que tem vivido em ano de altos e baixos, mas com Portugal a ser talismã.
A talentosa corredora de 21 anos começou a época na Zaaf, equipa que fechou portas, na primavera, sem pagar qualquer salário desde o início do ano. Após o fim desta experiência, a espanhola ganhou a medalha de prata na prova de madison para sub-23 femininas do Europeu de pista, em Anadia. Inscrita pela equipa portuguesa Matos Mobility/Optiria para a Volta a Portugal, pagou a confiança com o triunfo de ontem.
Foi uma vitória clara, num sprint em que a compatriota Susana Pérez (Cantabria Deporte-Rio Miera), candidata ao triunfo na Volta, foi a 2ª classificada. A russa Valeria Valgonen fechou o pódio do dia, retirando a camisola amarela à colega de equipa Miryam Nuñez.
"Estou muito feliz. Sabia que era uma etapa em que, se sofresse, poderia passar bem os topos e chegar com força para discutir a vitória. Foi possível, graças à equipa, que me ajudou para poder estar bem colocada. O objetivo será tentar ganhar todas as etapas que terminem ao sprint", prometa a ciclista, dona da camisola vermelha, dos pontos.
As contas da geral continuam abertas, mas as bonificações da chegada e da meta volante ditaram o desempate entre as três primeiras e a transição da camisola amarela dentro da equipa Massi-Tactic, que também comanda coletivamente.
Valeria Valgonen está na frente, com dois segundos de vantagem sobre Miryam Nuñez e quatro à melhor para Freya Rawlins (Soltec Team-Costa Calida). "Senti-me bem ao longo de toda a etapa e tive a ajuda das minhas colegas. Estou muito feliz por ter a camisola amarela e espero poder mantê-la até final", diz a russa, que também comanda a montanha.
Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Miera), 4ª, a 14 segundos, continua a ser a melhor portuguesa, num top 10 em que há mais duas ciclistas nacionais. Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) é 7ª, a 20 segundos, e Vera Vilaça (Massi-Tactic) é 10ª, a 24. Marta Carvalho (Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade) é a melhor jovem.
A 2ª etapa , também ao jeito das sprinters, liga hoje Torres Vedras (12h30) a Caldas da Rainha (15h15), ao longo de 100,4 km.
Percurso liga museus de Torres e Caldas
A Volta a Portugal Feminina Cofidis vive hoje a chamada "etapa dos museus", entre Torres Vedras e Caldas da Rainha. As corredoras vão partir do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho e vão chegar ao Museu do Ciclismo.
Será uma oportunidade para os adeptos da modalidade chegarem mais cedo à partida e para visitarem o museu que homenageia Joaquim Agostinho e que, inaugurado em 2021, recorre às novas tecnologias para dar a conhecer as diversas vertentes do ciclismo. A etapa termina mesmo em frente ao mais antigo museu português dedicado ao ciclismo, instalado nas Caldas da Rainha desde 1999. Entre o espólio encontramos muita "memorabilia" do ciclismo, com objetos que pertenceram a alguns dos grandes campeões da história da velocipedia nacional.
País com grande tradição na modalidade, Portugal conta com outro museu dedicado ao ciclismo. É o Museu Duas Rodas, instalado no Centro de Alto Rendimento, em Sangalhos. Foi palco da partida de uma etapa da Volta a Portugal masculina.
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