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A UMA semana da prova em linha de elites do Mundial de Lisboa, Richard Virenque efectuou uma demonstração categórica que o coloca, definitivamente, como um dos principais favoritos à conquista do título no traçado de Monsanto. O francês, de 30 anos, venceu a 95ª edição do Paris-Tours, a penúltima prova integrada na Taça do Mundo 2001, concretizando com sucesso uma "fuga" de ... 242 quilómetros.
O trepador gaulês, que obteve os melhores resultados da carreira na Volta à França (foi 2º em 1997, 3º no ano anterior e sagrou-se em cinco ocasiões o "rei" da montanha), surpreendeu os grandes especialistas das clássicas, terminando com quatro segundos de vantagem sobre o pelotão, liderado por Erik Zabel e Oscar Freire.
A corrida da vida antes do "sonho mundial"
O traçado do Paris-Tours é essencialmente plano. Por isso, o corredor da Domo (regressou à competição apenas em Agosto, após cumprir uma suspensão de dez meses por ter admitido o consumo de substâncias dopantes quando representava a Festina) não incluía a lista de candidatos naturais, como os já citados Zabel (só este ano, já ganhou duas provas na Taça no Mundo, três etapas no Tour e outras tantas na Vuelta), Freire, Romans Vainsteins, Andrei Tcmil ou Erik Dekker (continua a liderar a Taça do Mundo, quando falta apenas uma prova, a Volta à Lombardia).
Sabendo que dificilmente teria hipótese numa chegada em grupo, Virenque atacou logo ao km 12 (de um total de 254...), na companhia do compatriota Jacky Durand. Durante quase sete horas, os dois franceses lutaram contra o vento (a média de apenas 36,553 km/h ilustra bem as dificuldades), a chuva, os adversários e os próprios limites. Durand quebrou a poucos quilómetros da chegada, mas Virenque resistiu, o que lhe permitiu vencer, pela primeira vez, uma clássica da Taça do Mundo, após a "corrida da sua vida" e antes de tentar conquistar o título mundial, o "meu maior sonho".
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