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A organização da Volta ao Algarve está debaixo de fogo pelo que sucedeu esta quarta-feira no final da primeira etapa, quando a 200 metros da meta o pelotão dividiu-se em dois, seguindo depois por lados diferentes. Ora, esta confusão levou mesmo o colégio de comissários a anular a etapa, tendo que também Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo fez 'mea culpa'.
Mas há quem ilibe a organização do sucedido. É o caso de Arnaud De Lie (Lotto), que era um dos sprinters favoritos a vencer a primeira etapa, caso chegasse em pelotão, o que estava prestes a suceder antes do contratempo.
"Não foi o dia mais difícil, mas o final foi muito nervoso, muito rápido. Viemos fazer o reconhecimento, ontem e anteontem [segunda e terça-feira], sabíamos que tínhamos de ir para a esquerda, tínhamos analisado isso também nos anos anteriores. O problema é que quando toda a gente vai para a direita, e isto não é um vídeo-jogo, não se vai para a esquerda de repente e fazes cair toda a gente... Depois mal entrámos no caminho errado, parei de sprintar, rapidamente entendi. E vi que toda a gente ainda estava a dar tudo, e disse para mim: ''ah sim, eles estão mesmo convencidos de fazer o sprint...'', começou por contar ao jornal L'Equipe o ciclista belga, para depois esclarecer não ter havido um problema de sinalização, mas antes uma distração do pelotão ou pelo menos dos ciclistas que seguiam na frente.
"O primeiro ciclista é que seguiu a moto que nos acompanha. Ainda me vão cair em cima por dizer coisas destas, mas toda a gente sabe que a moto não cruza a meta. Portanto, ela tem de sair do percurso em algum momento, e foi na altura certa [na rotunda]. Mas o ciclista que ia à frente do pelotão seguiu a moto como se fosse ela fosse um ciclista", conta.
"Para mim, a culpa não é da organização. Todas as corridas, é assim que acontece... Andar de bicicleta já é bastante perigoso, mas se não usamos as ferramentas que temos à nossa disposição, torna-se ainda mais complicado".
Arnaud De Lie deixa, de resto, elogios à organização e à Volta ao Algarve: "Francamente, foi uma organização muito boa. Havia postes durante a maior parte da corrida, mas removeram-os no final, pode-se ver que fizeram tudo para que as coisas corressem bem. Estou muito feliz por estar aqui, no Algarve, foi um grande dia de treino digamos [sorrisos]. Haverá outras oportunidades. O mais importante é que não caímos e as pernas responderam bem".
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