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O melhor do Giro ainda está para vir. A corrida cumpriu ontem um dia de descanso, na véspera de mais uma etapa de alta montanha, e o top 10 João Almeida ainda tem muito para se mostrar, agora que é o chefe de fila da Deceuninck-Quick-Step. A queda na geral de Remco Evenepoel, agora 19º a 28,07 minutos do colombiano Egan Bernal (camisola rosa), deixa o ciclista português com liberdade para atacar e com promessas de ter o belga como seu fiel escudeiro, depois de muito o ter ajudado.
“Estou feliz pelo João, ele trabalhou muito por mim nos últimos dias e merece estar entre os 10 primeiros, por isso vamos ajudá-lo nas próximas etapas para que continue lá”, prometeu Remco Evenepoel, ainda antes da 17ª etapa (hoje), que liga Canazei a Sega di Ala (193 km), com um final em alto de 1ª Categoria.
Com este novo cenário, João Almeida, 4º no Giro’2020, numa edição onde andou 15 dias com a camisola rosa, poderá subir alguns lugares na geral, dadas as boas capacidades como trepador e no contrarrelógio, agendado para a 21ª e última tirada.
Entretanto, a organização da Volta a Itália aceitou ontem o pedido do governo para alterar o percurso da 19ª etapa – deverá ser reduzida em 10 km –, evitando passar em Mottarone – tinha uma contagem de 1ª Categoria –, onde 14 pessoas morreram devido à queda de uma cabina de teleférico, após quebra de um cabo.
Quanto à pandemia, os 592 testes PCR realizados aos ciclistas e staff das equipas deram todos negativos. Em 2020, Jumbo-Visma e Mitchelton-Scott tiveram de abandonar a corrida devido a testes positivos à Covid.
Por Alexandre Reis