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A França é, por estes dias, a capital do desporto. O Europeu de futebol tem dominado as atenções desde o dia 10 de junho, mas a partir de hoje vai ter outro evento a monopolizar as atenções, não só dos quem simplesmente o segue ‘in loco’ ou por televisão. As forças de segurança terão também muito que fazer devido à onda de atentados terroristas.
O Tour começa hoje na Normandia com uma etapa em linha ao invés do tradicional prólogo, para terminar daqui a três semanas, como habitualmente, no coração de Paris. Pelo seu figurino, um percurso com marca na montanha e com dois contrarrelógios colocados tardiamente e muito próximos (13ª e 18ª etapas), não há muito que inventar quanto aos nomes que estarão na linha da frente pela camisola amarela.
Mas há quem se destaca dos demais. Chris Froome será, pois, o alvo a abater. Não só porque é o campeão em título – venceu igualmente em 2013 –, mas também porque vem de uma categórica vitória no Dauphiné. Existe, no entanto alguma expectativa quanto ao que pode realmente render este ano, pois fez uma preparação bem diferente do habitual, com poucas provas. "Eu e a minha mulher fomos pais pela primeira vez. Fiquei mais tempo em casa", explicou o ciclista da Sky.
Oposição... da pesada
O pelotão conta, de resto, com as principais figuras do pelotão mundial, pelo que a oposição a Chris Froome será forte.
Uma oposição vinda, essencialmente, de três nomes: o colombiano Nairo Quintana (2º em 2015), do espanhol Alberto Contador (vencedor em 2007 e 2009) e do italiano Fabio Aru, que vai pela primeira vez disputar o Tour, depois de ter sido 2º no Giro e 1º na Vuelta, ambos em 2015.
Depois, há uma segunda linha com meia dúzia de ciclistas que também aspiram aos lugares do pódio. E nessa linha estão os franceses Thibaut Pinot (FDJ), Romain Bardet (AG2R), entre outros, e ainda o espanhol Joaquin Rodriguez (Katusha) e o australiano Richie Porte, líder da BMC, depois de ter ajudado Chris Froome.
Dos quase 200 ciclistas que estarão na linha de partida, dois são portugueses: Rui Costa (Lampre) e Nelson Oliveira (Movistar). O ano passado, a representação nacional foi maior: também lá estiveram Tiago Machado e José Mendes.