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"Não estava feliz. Tínhamos de mudar alguma coisa." A revelação é de Jonas Vingegaard em entrevista ao canal dinamarquês TV2, admitindo mesmo ter ponderado abandonar o ciclismo profissional em 2025.
"Disse que, se fosse para continuar da mesma maneira, eu não iria continuaria. Foi também por isso que alterámos várias abordagens, a equipa percebeu que eu não estava feliz no ano passado. Aceitaram que devíamos mudar algumas coisas e foi isso que fizemos. Agora estou muito mais motivado", confessou o líder da Visma-Lease a Bike, que segue no 2.º lugar da Volta a França à entrada para a segunda semana.
"Como ciclista, sentimos que estamos constantemente de dieta. Temos sempre de pensar no peso e estamos sempre a treinar. Exige-se muito de nós. Isso acaba por cobrar um preço, tanto ao corpo como à mente", sublinhou o corredor de 29 anos, que exigiu um maior equilíbrio entre a vida profissional e a familiar, recusando tantos e tão longos estágios em altitude.
"Para que o ciclismo volte a ser um desporto sustentável, o caminho passa, provavelmente, por criar programas individuais para cada ciclista. Se é demasiado difícil estar tanto tempo longe de casa, então é preciso fazer as coisas de outra forma. Foi exatamente isso que fizemos comigo este ano", rematou o bicampeão do Tour em 2022 e 2023, que ganhou as últimas duas grandes voltas - Vuelta'2025 e Giro'2026 -, completando a trilogia
Esta terça-feira, Jonas Vingegaard tem novo teste contra o líder da Volta a França, Tadej Pogacar (UAE), com uma etapa acidentada que conta com 7 contagens de montanha, incluindo duas de primeira categoria. A 2.42 minutos do1.º lugar, Vingo ainda acredita na vitória final. "Muitos podem achar que a corrida já está resolvida, mas eu não. Eu acredito que pode ser feito e vou lutar até Paris", concluiu.
Por Pedro Filipe Pinto