Carlos Carvalhal não pensou duas vezes para aceitar o convite que lhe foi endereçado para assumir o comando técnico do Famalicão, tal era a vontade que tinha de abraçar o projeto. Aliás, o treinador até protagonizou um momento curioso na conferência de imprensa de apresentação, ao revelar que até antecipou o convite.
"Penso em tentar fazer um bom trabalho, senão nem aceitaria o convite que aceitei de imediato. Até antecipei o convite. Posso contar, André? O André [Vilas Boas] liga-me, tinha chamada do André e não falávamos há muito. 'Oh André não me digas que me estás a ligar porque o Hugo Oliveira foi vendido e queres que vá?’. Estava a brincar, pensei que ia ligar por algum jogador, mas de imediato foi aceite. As condições foram eles que fizeram, eu não pedi nada. Só pedi que fossem apenas justos e foram justos, na minha opinião. Nem discuti valores. Não houve discussão, não houve um momento de conversa sobre isto", revelou o técnico.
A chegada a Famalicão representa um regresso ao ativo para Carlos Carvalhal, depois de uma época de hiato. As saudades já eram muitas. "Em primeiro lugar, estive um ano sem treinar por opção. Fazemos isso com alguma regularidade, de quatro em quatro anos. A bem da nossa saúde mental. Por isso, é que andamos aqui saudáveis. Entendemos que é importante sair do contexto no Rio Ave foi assim. Depois do Swansea estivemos um ano sem trabalhar por opção, voltámos e acho que fizemos um trabalho com, com ideias novas, arejados. Tinha vontade de trabalhar, tenho muita vontade de trabalhar. Estar na Sport TV levou-nos a ter que fazer exercícios das tendências dos diversos treinadores, estivemos a comentar jogos de Champions e do Mundial, perceber o que as equipas faziam em termos táticos e estruturais", partilhou.