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Tadej Pogacar reconheceu este sábado que Jonas Vingegaard "talvez" esteja um nível abaixo relativamente às edições passadas da Volta a França, prevendo que o ciclista francês Paul Seixas (Decathlon) "brevemente brilhará".
"Mostrou que é um grande campeão, que pode liderar uma equipa e que está muito forte. O público adora-o, é a grande esperança francesa. Protejam-no e brevemente brilhará", disse sobre o novo líder da juventude.
Mais jovem participante na 113.ª Volta a França, o estreante de 19 anos foi hoje terceiro na 14.ª etapa, a 38 segundos de Pogacar, que somou a quarta vitória nesta edição e a 25.ª na prova francesa.
Seixas subiu à quarta posição da geral, a 5.19 minutos do esloveno da UAE Emirates e a apenas 15 segundos do último lugar do pódio, ocupado pelo belga Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe).
Se para o francês teve elogios, para Jonas Vingegaard teve palavras menos simpáticas, com o tetracampeão do Tour a admitir que o seu eterno rival "está talvez um pouco abaixo dos outros anos", embora "continue muito forte".
"Por isso, não se pode descartar para os próximos dias, quando surgir o terreno [subidas longas] em que se sente melhor", pontuou sobre o líder da Visma-Lease a Bike, com quem 'dividiu' o primeiro lugar do pódio do Tour desde 2021 -- o dinamarquês venceu em 2022 e 2023 e foi 'vice' nas restantes edições.
Apesar de ter uma vantagem de 4.30 minutos sobre Vingegaard e de estar lançado para igualar os cinco triunfos dos recordistas Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Induráin, o ciclista de 27 anos lembrou que "um dia pode mudar tudo" na 'Grande Boucle'.
"Estou mais confiante do que em outros anos, embora tenha tido alguns dias maus. Agora, estou melhor, depois de ter falado com a minha namorada esta manhã. Chego com confiança à etapa de amanhã [domingo] e depois tenho o contrarrelógio, depois do dia de descanso, que encararei como se fosse o último dia", antecipou o camisola amarela e também campeão do Tour2020.
Derrotado pela nova geração na etapa de hoje, ao ver Isaac del Toro (UAE Emirates) e Seixas beneficiarem do seu trabalho e ainda lhe ganharem quatro segundos na meta, Vingegaard recusou encarar a jornada de hoje como má.
"Agora sei que as minhas pernas estão onde quero que estejam, estou contente. Não foi uma etapa má, tive bastantes respostas sobre mim mesmo", defendeu o segundo da geral, que foi apenas quarto em Le Markstein.
Vingegaard chegou mesmo a impor o ritmo no grupo de favoritos, selecionando-o, antes de Pogacar atacar no Col du Haag, a mais de sete quilómetros da meta.
Num primeiro momento, o ciclista da Visma ficou sozinho na perseguição ao camisola amarela, mas acabou por receber Seixas, que hoje se tornou, aos 19 anos e 297 dias, no mais jovem 'portador' de uma camisola de líder na Volta a França.
"É um grande orgulho ter esta camisola branca e estar ainda na luta pelo pódio, isso dá-me mais confiança para o que aí vem", reconheceu o corredor da Decathlon.
Após uma etapa em que o público compareceu em peso -- Pogacar lançou mesmo a ideia de que terá sido a tirada que disputou que mais gente juntou na estrada -, Seixas admitiu que está a habituar-se ao seu estatuto, descrevendo-o como "incrível, ainda que extraordinariamente duro".
Antes de cumprirem o segundo dia de descanso, os ciclistas enfrentam nova incursão montanhosa no domingo, na 15.ª etapa, percorrendo 183,9 quilómetros entre Champagnole e Plateau de Solaison, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de categoria especial.
Por Lusa