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Rui Costa termina em segundo a 9.ª etapa

Só um extraordinário Tom Dumoulin (Giant-Alpecin) se colocou este domingo entre Rui Costa (Lampre-Merida) e o triunfo na nona etapa da Volta a França em bicicleta, que vai para o descanso com Chris Froome (Sky) de amarelo.

Contra os adversários e contra o tempo - nos quilómetros finais da ascensão, os ciclistas foram fustigados pela queda de granizo -, o holandês, de 25 anos, atacou no sopé da contagem especial de Arcalís, em Andorra, sobreviveu à perseguição de Rui Costa (Lampre-Merida) e de Rafal Majka (Tinkoff) e pedalou para fazer o pleno nas grandes voltas, juntando esta vitória às duas na Vuelta (2015) e à do Giro (2016).

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"Isto é muito, muito especial. Eu sou um contrarrelogista, mas hoje mostrei que posso fazer mais. Estou tão feliz, é incrível. Quero marcar a história do ciclismo e acredito que com esta vitória consegui-o. Nenhum holandês até hoje tinha ganhado consecutivamente nas três grandes voltas", sublinhou o talentoso holandês.

A etapa rainha dos Pirenéus (há quem diga que é mesmo a etapa rainha desta Volta a França) foi pródiga em acontecimentos: uma fuga numerosa, formada por grandes do pelotão, o abandono de Alberto Contador (Tinkoff), já depois de ter tentado atacar, e o segundo lugar de Rui Costa.

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Para contar o filme da nona etapa, um 'carrossel' de 184,5 quilómetros entre Vielha val d'Aran (Espanha) e Arcalís, com cinco contagens de montanha (três de primeira, uma de segunda e a final de categoria especial), é preciso falar dos 20 homens que jogaram entre si a vitória.

Aos 38 quilómetros, seguiam na frente Costa, que depois de vários dias a tentar finalmente integrou a fuga certa, Winner Anacona, Jesus Herrada (Movistar), Diego Rosa, Luis León Sánchez (Astana), Rafal Majka, Peter Sagan (Tinkoff), Alexis Vuillermoz (AG2R), George Bennett (Lotto-Jumbo), Mathias Frank, Stef Clement, Jérôme Coppel (IAM-Cycling), Natnael Berhane (Dimension Data), Tom Dumoulin (Giant-Alpecin), Thibaut Pinot (FDJ), Tsgabu Grmay (Lampre-Merida), Thomas De Gendt, Tony Gallopin (Lotto-Soudal), Dani Navarro e Nicolas Edet (Cofidis).

Os 20, que inicialmente tiveram a companhia de Alejandro Valverde (Movistar) - o terceiro classificado da edição passada optou por esperar pelo pelotão -, entenderam-se na perfeição, chegando à terceira contagem do dia, a 2.ª categoria de Comellá (quilómetro 143), com dez minutos de vantagem sobre o grupo de favoritos.

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As primeiras mexidas no grupo deixaram o supercombativo De Gendt isolado na frente, com o belga a aguentar até à ascensão de Beixalis (1.ª), onde Rui Costa, a correr em 'casa' - a sua licença profissional é de Andorra, o seu local de residência - descolou. Seria um falso alarme, porque o luso não só recuperou, como lançou um ataque a 19 quilómetros da estação de Arcalís, um impulso que foi neutralizado pelos seus companheiros.

No início dos 10,1 quilómetros, com uma pendente média de 7,2 por cento, destacou-se Dumoulin. O holandês de pedalada elegante, que foi um dos principais animadores da Vuelta'2015, rapidamente ganhou uma vantagem de quase um minuto, obrigando o português da Lampre-Merida a, por uma vez, trabalhar na perseguição.

Já em duo com Majka, que queria chegar ao alto na frente para conquistar pontos para a sua camisola da montanha, Costa teve de enfrentar uma tormenta de granizo que, no entanto, não impediu a marcha gloriosa de Dumoulin, com o holandês a manter a pedalada e a vantagem para chegar isolado à meta, com o tempo de 5:16.24 horas, 38 segundos à frente do português.

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Com a etapa entregue, abriram-se as hostilidades entre os candidatos, com Sergio Henao (Sky) a fazer o primeiro teste, ao qual se seguiu um dos muitos ataques de Chris Froome, que tiveram como resultado a 'eliminação' de Fabio Aru (Astana), que perdeu mais de um minuto para o camisola amarela e desceu à 13.ª posição, a 1.23 minutos da amarela, e a afirmação de Richie Porte (BMC), o mais irrequieto entre os favoritos.

O camisola amarela chegou ao alto de Arcalís com 6.35 minutos de atraso para Dumoulin, mas manteve os 16 segundos de vantagem sobre Adam Yates (Orica-BikeExchange). O irlandês Daniel Martin (Etixx-QuickStep) é agora terceiro, a 19 segundos.

Com a exibição de hoje, Rui Costa subiu à 48.ª posição, estando a 42.27 minutos de Froome, enquanto Nelson Oliveira (Movistar), que chegou a 35.26, vai para o dia de descanso no 113.º lugar, a 1:35.54 horas.

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Por Fábio Lima e Lusa
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