Vingegaard realça trabalho dos colegas: «Sou eu a envergar a camisola, mas eles também ganharam a etapa»

Vingegaard recorda anos difíceis, adversários satisfeitos com diferenças pequenas
• Foto: AP

Jonas Vingegaard desvalorizou este sábado o dado estatístico que o equipara a Miguel Induráin, mostrando-se feliz por vestir novamente de amarelo na Volta a França em bicicleta após "alguns anos difíceis".

"Não tive de fazer grande coisa, os meus companheiros guiaram-me até ao final. Conquistar a etapa, para nós e, para mim, vestir a amarela após alguns anos difíceis é bom", resumiu.

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O ciclista dinamarquês é o primeiro líder da 113.ª 'Grande Boucle', após ter sido o mais rápido nos 19,6 quilómetros de contrarrelógio por equipas nas ruas de Barcelona (Espanha), em representação da Visma-Lease a Bike.

"É a maior corrida do mundo, é uma vitória maravilhosa para nós, especialmente sendo um contrarrelógio por equipas. Tenho sete companheiros que se sacrificaram por mim hoje. Sou eu a envergar a camisola, mas eles também ganharam a etapa", notou o vencedor da Vuelta'2025.

Vingegaard é o primeiro campeão em título do Giro, prova que conquistou há pouco mais de um mês para tornar-se no oitavo ciclista da história a ganhar as três grandes Voltas, a vestir a primeira amarela do Tour desde Miguel Induráin em 1993.

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Confrontado com o facto de o espanhol ter somado, nesse ano, a terceira das suas cinco vitórias na 'Grande Boucle', o vencedor das edições de 2022 e 2023 preferiu desvalorizar.

"Obviamente, estou aqui para alcançar o melhor resultado possível e tentar ganhar, mas ainda falta muito. Ainda só estamos na primeira etapa, mas temos uma pequena vantagem. Não podia sonhar com um início melhor", respondeu.

Congratulando-se por tudo ter corrido como esperado para a Visma-Lease a Bike, que tinha triunfado também no último 'crono' por equipas disputado no Tour, em Bruxelas, em 2019, Vingegaard não esqueceu os momentos difíceis que viveu, nomeadamente em 2024, quando sofreu uma queda grave na Volta ao País Basco e pensou abandonar a modalidade.

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"Tive anos muito difíceis, por razões óbvias, mas voltar ao Tour... esta é a melhor corrida. Só estar a vestir a amarela é algo de que irei desfrutar", disse, visivelmente feliz, após reencontrar-se com a camisola mais desejada três anos depois.

'Vice' nos dois últimos anos e ainda em 2021, o dinamarquês superou hoje o homem que o derrotou nessas três edições, deixando Tadej Pogacar, que levou a sua UAE Emirates ao terceiro lugar, a 12 segundos.

"Ambicionamos sempre a vitória, mas penso que fizemos um super contrarrelógio por equipas. Estou muito contente que o dia tenha acabado, foi muito longo. Preparamo-nos apenas para estes 20 minutos com a equipa, é muito stressante", reconheceu 'Pogi'.

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Apesar da derrota diante do seu 'arquirrival', o esloveno de 27 anos, que procura igualar os cinco triunfos dos recordistas Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Induráin, garantiu ter desfrutado do contrarrelógio por equipas, salientando o trabalho de Isaac del Toro, o jovem mexicano que é sexto na geral, a 26 segundos de Vingegaard.

"Podemos estar felizes com este dia e motivados para o que aí vem. [...] Amanhã [domingo], é uma etapa traiçoeira, para 'puncheurs'. Penso que será caótico no final e até antes", previu o campeão de 2025, 2024, 2021 e 2020.

Ciclista mais jovem a participar no Tour desde 1937, aos 19 anos e 283 dias, Paul Seixas mostrou-se satisfeito por ter limitado as perdas para os dois principais favoritos à geral da 113.ª edição, que termina em 26 de julho, em Paris.

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"Estou contente com as sensações. Quanto às emoções, são complicadas de gerir num contrarrelógio por equipas, mas mantive-me concentrado", avaliou o prodígio francês, que é 10.º a 39 segundos da camisola amarela e previu uma "bela luta" nos 168,5 quilómetros da etapa que domingo, que liga Tarragona a Barcelona, com três passagens no alto de Montjuïc.

Já Remco Evenepoel, terceiro classificado do Tour'2024, ocupa a quinta posição da geral, a 19 segundos de Vingegaard, após ter sido o principal 'motor' da Red Bull-BORA-hansgrohe e ter deixado para trás o seu companheiro Florian Lipowitz, o ciclista que ocupou o último lugar do pódio no ano passado.

"O resultado é, mais ou menos, o que esperávamos. É bastante bom. Não perdemos muito tempo no plano, fizemos o 'crono' que pudemos. Sabia que tinha de assumir a responsabilidade na última fase do percurso para rolar o mais rápido possível nas subidas", resumiu o tricampeão mundial e vigente campeão olímpico de contrarrelógio.

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Evenepoel, que reconheceu que hoje falharam "pequenos detalhes" na prestação da equipa alemã, guiou a Red Bull-BORA-hansgrohe, que ficou atrás da Lidl-Trek, representada pelo espanhol Juan Ayuso. Em segundo, a oito segundos, ficou a Netcompany INEOS, comandada pelo italiano Filippo Ganna.

Por Lusa
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