Quando na passada quarta-feira, após ter adormecido as duas filhas, deixou a sua casa para despejar o lixo no contentor, o lutador polaco Mariusz Ksiazkiewicz estaria longe de imaginar que a sua noite acabaria numa cama das urgências de um hospital de Winnipeg, no Canadá. Tudo estava normal até ao momento em que, depois de deixar o saco no contentor, foi confrontado por um encapuçado com uma faca em punho, que o esfaqueou no peito. De forma instintiva, fazendo uso da sua prática no MMA, defendeu-se e, com dois golpes, deixou o atacante KO.
“Foi estranho. Foi como se tivesse chocado contra alguém na mercearia. Como quando apanhas uma coisa da prateleira, viras-te e chocas com alguém. Para mim foi praticamente igual a isso, até ter sentido um pouco de dor. E isso assustou-me um pouco", recordou Ksiazkiewicz, ao Uncrowned. "Nesse momento, dei-lhe dois socos", recorda, a propósito do movimento que fez o atacante cair redondo no chão... como se estivesse no octógono. "Dei um passo atrás e o peito começou a queimar. Toquei lá e percebi o que se estava a passar. As minhas mãos estavam totalmente ensanguentadas e o sangue a escorrer. Foi aí que percebi que tinha sido esfaqueado."
Com uma calma impressionante perante toda a situação, o lutador do GFL voltou ao interior da sua casa, ligou a um amigo para que fosse tomar conta das suas crianças e, pouco depois, seguiu para o hospital, ao volante do próprio carro. "Olhei e percebi que não tinha bom aspeto. Tentei manter-me calmo. Tapei o buraco [no peito] com uma toalha e fui a conduzir até ao hospital, enquanto fazia pressão na ferida. Quando cheguei à receção, viram-se para mim 'o que precisavas? Por que estás aqui?' E eu respondi 'fui esfaqueado no peito, preciso de ajuda urgente'".
Aquelas palavras chamaram a atenção da equipa médica, que rapidamente se apressou a tentar perceber se algum órgão vital tinha sido afetado. Não foi o caso, mas por meros milímetros. "Se tivesse atingido o meu coração, teria de ser operado e a minha carreira estaria terminada. Bem, se calhar só esta época... Mas tive muita sorte, não apenas por não ter sido atingido em nada vital, mas também por estar vivo!", assumiu.
O agressor não foi apanhado até agora, mas a verdade é que aquele ataque ainda deixa marcas. "Na outra noite, um dos meus vizinhos estava a tirar neve com uma pá e apenas aquele barulho da pá contra o chão fez-me recordar o barulho do esfaqueamento. Pequenas coisas como essas. Mas sinto-me grato por ainda cá estar com as pessoas que amo, as minhas filhas, a minha namorada e a minha família".
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