A armada portuguesa que vai participar no Campeonato Mundial de jovens e cadetes de Kickboxing da WAKO já está na Hungria e já cumpriu os primeiros protocolos de pesagens e inscrição na prova rainha de kickboxing.
Uma seleção de clubes portugueses composta por 9 jovens talentos vai disputar este torneio que leva na mala a esperança de uma boa participação e resultados, como explica o selecionador Raul Lemos. "É importante para estes miúdos participar em provas internacionais desta envergadura. Está aqui a nata da modalidade. São 3000 atletas, poder fazer parte disto é importante nas suas carreiras. Portugal tem um histórico nesta provas, apesar de arredado há bastante tempo deste palco. Estamos a voltar, é tudo novidade, é uma estreia para esta equipa, mas acima de tudo têm de desfrutar".
São 9 os atletas que vão estar presentes nas várias disciplinas da modalidade. Mariana Gafanha e Guilherme Pereira (GC Mirandelense), Neuza Costa (Boavista Futebol Clube), Rodrigo Conceição (Norte Forte), Iara Araújo (GogsAcademy), Hugo Oliveira (Academia Pé de Chumbo), Francisca Cortes (Clube de Artes Marciais do Sudoeste) e Afonso Relvas e Nuno Veloso (KO Team) são os guerreiros portugueses que vão participar nesta prova que começa já na segunda-feira.
Para Carlos Ramjanali, board member da WAKO, Portugal está nos primeiros passos da construção de uma nova geração campeã. "Temos muita tradição na formação e nas camadas jovens, há uma história a ser defendida que trouxe muitas medalhas e muitas alegrias para Portugal. Esta geração teve a infelicidade de, por um lado, estar a nascer na modalidade numa altura turbulenta em que durante anos não houve nenhum investimento na formação mas, por outro lado, tem a sorte de pertencer a uma mesma geração do renascimento da modalidade e que vai poder crescer nacional e internacionalmente. Está à vista o trabalho que tem sido feito com a FNKDA e a WAKO e os frutos que tem trazido: presença massiva nas competições internacionais, projeção nos grandes palcos e cintos e medalhas como resultado do enorme trabalho que têm vindo a desenvolver", assumiu.
Sobre o reconhecimento estatal, não é um tema nesta fase. "Todos sabemos que a WAKO é a única federação mundial a tutelar o kickboxing, todos sabemos que houve incompetência quando o anterior Governo reconheceu a empresa ISKA como sendo Federação e, com isso, arrastou a modalidade, tutelada por um erro por uma federação sem legitimidade moral para tal, a participar em provas sem validade, sem nível e sem controlo de qualquer índole. Todos sabemos esta narrativa e sabemos que os erros não são eternos. O importante é o que sempre fizemos: os atletas primeiro, a sua integridade primeiro e o seu crescimento primeiro", enalteceu