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Depois do brilharete que foi a organização do Campeonato do Mundo da WAKO de Kickboxing, em Albufeira, em novembro do ano passado, a fasquia está alta para a próxima competição que decorre de 1 a 10 de novembro em Atenas, na Grécia. Quem o diz é Carlos Ramjanali, board member da WAKO que vê nesta prova uma janela de oportunidade para os atletas portugueses.
"É uma competição importante, é aqui que se apuram atletas para os World Games que se realizam na China em 2025. Acima de tudo é uma montra grande, de prestígio. Estas provas que são organizadas pelo Comité Olímpico Internacional (COI) revestem-se até simbolicamente de outro valor. É aquele passinho antes dos Jogos Olimpicos que ainda nos falta alcançar", assumiu.
Para os atletas é um momento determinante porque podem alcançar outro patamar desportivo na carreira. "Dadas as circunstâncias desta modalidade a nível nacional não nos podemos queixar dos resultados obtidos até agora. Temos uma expetativa enorme da prestação de atletas portugueses neste Europeu porque há um trabalho bastante bem feito, em condições adversas, com alguns grandes talentos nacionais. Temos visto atletas nos maiores palcos da modalidade pelo mundo fora, com carreiras incríveis. Basta andar uns dias para trás para ver as prestações de Bassó Pires, do João Silva ou do Ricardo Hilário no FCE3, por exemplo, para se perceber que as hipóteses de termos muita gente a disputar pódio nos Jogos Mundiais é grande".
Organizar em Portugal? Talvez
Sobre a prova em si, espera não menos que excelência. "Foi assim que sucedeu no ano passado, no Campeonato Mundial que organizámos em Albufeira. Correu tudo bem, Portugal já não sabia o que era receber provas desta dimensão de kickboxing há década e meia mas estivemos todos à altura das responsabilidades, do que é um evento WAKO e do que é um projeto da dimensão que este foi. Acho que a equipa grega, que esteve presente em Albufeira, sabe o que são eventos assim e vai estar à altura".
Está Portugal novamente pronto para receber outra prova como o Campeonato do Mundo organizado em Albufeira? Para Carlos Ramjanali... talvez. "Acho que é muito justo dizer que a estrutura empresarial e hoteleira de Albufeira esteve à altura das exigências de dois eventos tão importantes e tão grandes como foram os que tivemos, o Mundial de seniores e masters de kickboxing e as eleições da WAKO. Não tivemos qualquer apoio público declarado apesar de contarmos com o profissionalismo e solidariedade da estrutura humana que gere o Pavilhão de Albufeira, da GNR de Albufeira, uma massa humana incrível que nos ajudou a elevar o evento. Nós devolvemos o que nos deram, 90% dos serviços contratámos no Algarve, trouxemos dinamismo, impacto financeiro e notoriedade a uma zona que sabemos ser sazonal", enalteceu.
Finalmente o K1GP?
"Há marcas multinacionais associadas, temos vontade de fazer os eventos e temos agenda para os trazer. Não escondo que já fizemos contactos preliminares para aferir das condições de Portugal receber eventos no próximo ano, seja com hotéis seja com outras estruturas e serviços mas é preciso clarificar algumas coisas. Nós temos capacidade para organizar eventos em qualquer lugar, se não os fizermos aqui faremos noutro lugar. A equipa que organizou o Mundial em Albufeira vai estar na organização do Mundial em Abu Dhabi, e isto é importante", concluiu.
Sobre os eventos, Carlos Ramjanali assumiu que os Mediterranean Combat Games são um deles e que a primeira edição feita em Portugal do K1GP oficial pode ser outra. "Mas temos de esperar mais um pouco", concluiu
Por Record