Os lutadores bielorrussos vão poder voltar a competir com as cores do seu país e o seu hino nos torneios organizados pela World Boxing, foi esta terça-feira anunciado, com a federação internacional a seguir a recomendação do Comité Olímpico Internacional (COI).
"A Comissão Executiva da World Boxing decidiu que a sua política de atletas individuais neutros não se aplicará mais aos bielorrussos e que os atletas, treinadores, funcionários e oficiais deste país podem doravante participar nas competições da World Boxing tal como as outras federações nacionais", indicou.
No final de abril, a federação internacional de boxe tinha autorizado a participação de lutadores bielorrussos e russos nos seus torneios sob bandeira neutra, levantando agora as restrições relativamente aos primeiros e mantendo-as para os representantes da Rússia.
"Isto significa que as delegações russas não serão autorizadas a participar com a sua bandeira nacional, equipamentos e hinos, e que deverão submeter-se a um processo de verificação profunda para poder fazer parte das competições da World Boxing", acrescenta.
Esta decisão da World Boxing segue a diretriz do COI, que na quinta-feira levantou as restrições impostas aos atletas da Bielorrússia após a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, permitindo novamente a participação destes sob bandeira e hino nacionais, incluindo em modalidades coletivas.
Ao contrário deste organismo, federações internacionais como as de atletismo e ténis decidiram contrariar a recomendação da máxima instância desportiva mundial.
Em fevereiro de 2025, o COI reconheceu de forma "provisória" a World Boxing, criada em 2023 para substituir a Associação Internacional de Boxe (IBA).
Em 2023, o COI retirou o reconhecimento à IBA, que está suspensa desde 2019, devido a uma sucessão de escândalos, impedindo aquela federação de organizar torneios olímpicos de boxe e de ter acesso a financiamento por esta via.